domingo, 13 de novembro de 2016

Atendimento Educacional Especializado

AEE - Pessoa com Surdez
AEE - Deficiência Física
AEE - Deficiência Mental
AEE - Deficiência Visual
AEE - Orientações Gerais e Educação a Distância

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

Revista Inclusão Nº 1
Revista Inclusão Nº 2
Revista Inclusão Nº 3
Revista Inclusão Nº 4
Revista Inclusão Nº 5 - txt / PDF
Revista Inclusão Nº 6 - txt / PDF
Revista Inclusão Nº 7
Revista Inclusão Nº 8

Brincadeiras para crianças hiperativas

Os pais, tutores e professores podem se valer de atividades e brincadeiras específicas para aliviar os sintomas das crianças hiperativas e até diminuir a agitação tão comum nesses casos.

Você Sabia?
Que as atividades infantis como Natação: Indicada para crianças obesas, agressivas, hiperativas ou ansiosas.


Por exemplo, se a criança estiver em idade escolar, os pais devem escolher uma escola que tenha bastante espaço para as brincadeiras ou uma brinquedoteca. Já se a criança ainda for muito pequena, os pais ou responsáveis devem leva-la a um parque, pracinha ou playground do próprio prédio onde a família mora.
Os pais ou responsáveis também podem promover brincadeiras instrutivas como montar junto com a criança uma teatro de fantoches, onde é possível confeccionar os bonecos, juntamente com a criança e depois montar uma encenação com eles, o que vai manter a criança atenta e ocupada por um bom tempo. 
Também pode-se criar brincadeiras com materiais que serão calmantes para a criança como argila, tinta para pinturas, areia e água, até porque a experiência de sentir esses materiais nas mãos ajuda as crianças hiperativas a se concentrarem mais e se tornarem mais conscientes de si mesmas. Outra boa dica é colocar uma música clássica enquanto a criança brinca com esses materiais, para que haja mais relaxamento ainda. 
Outras brincadeiras ótimas para crianças hiperativas são aquelas onde elas podem correr, como a brincadeira de pega-pega, brincadeiras em grupo, onde as crianças tenham de caminhar, conversar uns com os outros e fazer escolhas. 
Pois a criança hiperativa mais que as outras crianças, precisa tomar decisões para reforçar o seu eu e deve ter a oportunidade de exercitar sua vontade e julgamento positivamente. Então as brincadeiras de amarelinha, bola de gude ou de bola, e até mesmo as brincadeiras mais intelectuais como damas, xadrez, cartas, memória, quebra-cabeça, são indicados também. 
As brincadeiras que envolvam os jogos com regras, são ótimos para a criança hiperativa pois trazem o desenvolvimento social e noções de limite, de participação, de saber perder e ganhar, além do desenvolvimento cognitivo e a possibilidade de ter uma noção de saber onde está, o porque, se errou e que tipo de erro cometeu, mas com a chance de tentar novamente e dessa vez acertar. 
Fonte:http://professorcriador.blogspot.com.br/

Gestão Democratica: um dos primeiros passos para uma Escola de qualidade

domingo, 6 de novembro de 2016

Como explicar às famílias que é preciso adequar o currículo às necessidades dos filhos?




Encontros periódicos, nos quais o professor explica em que se baseiam as adaptações nos conteúdos e nos materiais, feitas para atender às necessidades da criança, são indicados. A professora do 4º ano Priscila Freitas Lopes adotou esse procedimento na EE Edson Mambelli, em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. As famílias dos estudantes com NEE acreditavam que, por não seguirem o mesmo currículo dos demais, os filhos seriam prejudicados.

Priscila passou a organizar com esses pais encontros paralelos às reuniões bimestrais. Marisa Pinto Freitas de Miranda Borba, professora da sala de recursos, também é convidada. Para Solange Oliveira Rodrigues Faria, mãe de Thomas Rodrigues Faria, 12 anos, que tem deficiência visual, Priscila esclareceu, por exemplo, que em Geografia, ele aprende o mesmo que os colegas, mas, com a ajuda de um mapa em relevo, desenvolvido em parceria com o AEE. Priscila reconhece que nem sempre é possível organizar reuniões assim que surge um problema. "Quando necessário, aposto em encontros individuais para que os responsáveis notem os avanços do filho e colaborem com o desenvolvimento dele."





É importante explicar à família que a adaptação do currículo não é definida pela deficiência, mas pelo repertório e pelos conhecimentos do estudante. "Essa questão deve ser abordada para não gerar frustração para o aluno e os pais", explica Liliana Kaufmann, docente da Universidade de Buenos Aires.
Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/gestao escolar/inclusao-7-professoras-mostram-como-enfrentam-esse-desafio-639054.shtml?page=6

Declaração de Salamanca 1

Professor a Base de Toda Conquista


domingo, 30 de outubro de 2016

Educação Inclusiva – Uma Lição

Em poucos dias, toda estrutura escolar estará adormecendo, parecendo que todas as dificuldades foram vencidas e as dores que o ano letivo enfiou goela abaixo dos pais dos alunos dotados de deficiências, serão esquecidas embora atravessadas na garganta, com base na ineficiência do estado que dificulta o cumprimento das leis da sua própria criação.
Neste já em agonia, se repetiram os rituais dos anos anteriores, que depois de tanto pedir, reclamar, apelar, estar à beira da humilhação, litigando até em nível de justiça municipal, estadual e instância superior, para que a filha autista fosse recebida em Classe Regular do ensino Regular ou à Classe Especial do Ensino Regular ou ainda à Escola Especializada, a mãe recebeu da Secretaria de Educação, uma cópia do documento do Ministério Público, determinando que a aluna seja alocada à Classe Regular de Ensino Regular além do acompanhamento de professores treinados para lidar com alunos especiais, com o natural descaso, ou seja, dois meses depois do despacho.
Para quem lutou tanto, a revolta e o tamanho da mágoa no coração em relação a demora, descaso, omissão e o desrespeito com os pais, nem se põe em conta do prejuízo imenso que teve a sua filha e aluna autista por mais um ano perdido, mas sim, o estarrecimento por descobrirem que a própria escola em que está matriculada, omitiu sua inscrição no fundo de manutenção e desenvolvimento do ensino básico, deixando falhas na matrícula do ensino regular, negligenciando o fato, por julgar que o Ministério Público negasse um posicionamento favorável à inclusão da dela.
Sacrificaram minha filha, conta a mãe entristecida, pois a escola a segregou em classe distinta, inclusive com o apoio de núcleos regionais de ensino que em sintonia nada fazem pela inclusão de alunos deficientes, além de resistirem à reciclagem da sua própria profissão, embora não perdendo oportunidades para ofender, ameaçar, fazer suposições e chantagear por desdém levantando dúvidas sobre o comportamento dos pais e irmãos em relação à pessoa autista.
Quem pagará, ou compensará os anos que uma aluna autista perdeu deixando de receber a oportunidade de evoluir e ainda absorver os preceitos que as leis prevêem, pergunta a mãe desesperada pela negligência dos responsáveis pela escola e seus imediatamente superiores da secretaria de educação, propositalmente para ganharem tempo e assim continuarem não fazendo nada a respeito da inclusão escolar, mas mantendo o domínio de interesses típicos de currais políticos.
Perguntaram a mãe na secretaria de educação qual seria o documento que ela desejaria receber para a conclusão do ensino na escola?
O boletim e um relatório psicopedagógico de cada professora envolvida com a aprendizagem da aluna, para que ela possa continuar estudando e seguindo adiante no método da inclusão, agora por determinação de Justiça.
Aí todos ficaram boquiabertos, pois foi possível sentir um ar de preocupação na secretaria quando a mãe afirmou que sua filha autista vai continuar estudando e aprendendo, mesmo com as dificuldades que eventualmente enfrentará... Possivelmente por estarem chegando à conclusão que os pais dela sempre tiveram e tem razão.
Um dos problemas da educação inclusiva não são os autistas, falamos. São os educadores que despreparados, e isto não se pode generalizar, até por falta de recursos que o próprio estado não lhes concede, mas nem por isso ela vai pendurar o despacho do Ministério Público por seu Promotor de Justiça, num quadro da sala vibrando pela vitória cada vez que passa na sua frente.
Novos casos de alunos autistas estão aí e surgindo a todo instante... A mãe da nossa história espera que mais nenhum pai de autista tenha que acionar a justiça e ainda trilhar mesmo caminho doloroso que ela e seu marido trilharam e ainda ouvindo absurdos que beiravam a desumanidade.
Ela lamenta profundamente que os integrantes daquela escola tivessem um comportamento tão reprovável e se penitencia por ter deixado sua filha perder tanto tempo lá, mesmo considerando a situação que prevalece principalmente em pequenas e médias cidades do interior de um estado.
Evidentemente que os integrantes da escola tentaram melosamente contornar a fúria daquela mãe, passando mal pela imensa carga mista de revolta e emoção presa no seu coração, que ao ser liberada, mesmo assim o desabafo não lhe deixou feliz pelo alto preço que lhe custou.
A mãe da aluna autista não encara o despacho do Ministério Público determinando a inclusão da sua filha, aluna autista, na Classe Regular do Ensino Regular como uma vitória depois de uma boa briga, mas sim como uma aprendizagem que jamais será esquecida por todos que dela participaram inclusive os céticos.
São experiências para serem divididas.
Para os alunos deficientes, autistas ou não, que estejam enfrentando as mesmas situações, ela deseja melhor sorte para serem incluídos no sistema inclusivo, e principalmente que sejam amparados pelas leis que regem a Educação sem passar por tantas agruras que ela e sua família passaram.
Cada ano, as requisições de histórico escolar dos alunos para matriculas normais a transferência entre escolas são mais frequentes. Para pessoas com deficiência, autistas ou não, principalmente a falta de organização e conhecimento de síndromes em escolas pode complicar pedidos para inclusão.
Procure manter a documentação, laudos, atestados, certificações e acervo em ordem, bem como seus itens essenciais para evitar dissabores e danos, às vezes irreparáveis.
Abençoada sejas, mãe, por esta lição de amor que nos dá.


Foto 1 - Governo do Paraná

EUNÁPOLIS: Contador com corpo atrofiado faz palestra motivacional para deficientes

domingo, 23 de outubro de 2016

AEE - Atendimento Educacional Especializado

Como a tecnologia pode melhorar a aprendizagem de alunos com deficiência?


Existem inúmeros materiais que podem auxiliar o aluno com NEE. Desde um lápis adaptado até um software, tudo é tecnologia. O desafio é descobrir o que existe ou pode ser criado para beneficiar cada criança. Na EBM Intendente Aricomedes da Silva, em Florianópolis, os softwares que ajudam na comunicação alternativa têm sido uma importante ferramenta para Daniela Rodriguez Mariano, responsável pelo AEE. A comunicação por imagens é o meio utilizado pelos professores para trabalhar os conteúdos com Vinícius Souto de Souza, 14 anos, aluno do 8º ano que tem paralisia dos membros inferiores (mielomeningocele) e é surdo.

Em parceria com os professores e uma auxiliar, Daniela utiliza um software que facilita a seleção e a padronização de imagens de acordo com os conhecimentos do garoto e o assunto a ser trabalhado. As figuras são colocadas em um vocalizador - aparelho que emite voz gravada ou sintetizada -, que permite que os demais estudantes e o professor ouçam as respostas dele. "São grandes os avanços em relação à rotina e ele já consegue trabalhar em grupo."

Nem sempre o acesso a tecnologias como a usada por Daniela está garantido na escola, mas há alternativas, como as pranchas de comunicação feitas com desenhos ou fotos. Quem leciona na sala regular pode indicar seus objetivos para o responsável pelo AEE. Com base nisso, ela seleciona imagens adequadas ao que será trabalhado. Esse profissional é sempre o mais indicado para pensar em novos recursos, que podem ser testados no contraturno e, depois de comprovada sua eficácia, demonstrados para o professor da sala. "A busca por essas tecnologias é um trabalho individualizado, que se baseia no cotidiano do aluno e no que ele demanda ao longo do tempo em que está na escola", explica Rita Bersch, fisioterapeuta e coordenadora do curso de especialização em AEE da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/inclusao-7-professoras-mostram-como-enfrentam-esse-desafio-639054.shtml?page=6

Deficiência Múltiplas

Pedagogia da Educação Inclusiva


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

TÍTULO I
Da Educação
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

Deficiência Intelectual e as variações nos tempos de aprendizagem


O termo Deficiência Mental foi substituído por Deficiência Intelectual durante a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006. Portanto, o termo Deficiência Mental não deve ser utilizado.É muito comum termos alunos com deficiência intelectual em nossas salas de aula que apresentam tempo de aprendizagem diferente dos demais. Mas como lidar com isso?
1. Aspecto quantitativo: refere-se ao tempo que poder ser contabilizado, o contar das horas, dias, semanas, meses e anos. Por exemplo: um aluno demora 40 minutos para fazer exercício enquanto o outro demora 3 horas para realizar a mesma atividade;
2. Aspecto qualitativo: refere-se ao tempo interno, ao tempo que cada pessoa precisa para cada atividade, aprender algo ou fazer uma tarefa. Por exemplo: o professor explica um conteúdo de Matemática (operação matemática: adição), um aluno demora 20 minutos para entender e outro aluno 3 semanas para entender o mesmo conteúdo;
3. Aspecto Sequencial: refere-se ao tempo interno para colocarmos em pratica aquilo que aprendemos na teoria. Por exemplo: após a explicação da operação matemática, um aluno demora 5 minutos para realizar a primeira atividade com sucesso e outro aluno demora 3 semanas para realizar  uma atividade com este conteúdo com sucesso.
Para garantirmos que o tempo de cada aluno seja respeitado, devemos ter um planejamento flexível, um acompanhamento no contraturno do aluno e uma parceria efetiva com a família, além dos acompanhamentos clínicos quando necessários, que podem envolver profissionais de áreas como psicopedagoga, fonoaudióloga, pedagogia, psicologia, professor especializado em Educação Inclusiva e/ou Especial etc.
Para conhecermos qual o tempo de cada aluno, podemos avaliar alguns aspectos:O aluno mantém em media o mesmo tempo de aprender os conteúdos?O aluno aprende mais rápido quando o assunto é do seu interesse?O aluno aprende mais rápido quando a aula é mais dinâmica ou quando são usados materiais concretos?
O aluno se mostra em desenvolvimento ou estacionado no seu processo de aprendizagem?Como está a autoestima desse aluno?A escola tem servido como um ambiente que faz com que o aluno se sinta diminuído, fracassado ou desinteressado?
O aluno está passando por algum problema pessoal que possa justificar um problema em seu aprendizado? Por exemplo: separação dos pais, escola nova, nascimento de um irmão, etc.Todas essas perguntas fornecem dados para que o professor possa entender, avaliar e fazer algumas mudanças em seu planejamento para contemplar o aluno com deficiência intelectual que apresenta dificuldade na aprendizagem.
Dicas para o Professor-Quando tiver algum aluno que apresenta dificuldades na aprendizagem, o mais importante é garantir que o conteúdo não seja acelerado, e nem passado em branco pelo aluno, mas que se busquem formas, estratégias, materiais para que aquele conteúdo seja aprendido. Por exemplo: uso de material concreto para as operações matemáticas, dramatização para os conteúdos históricos ou literários, ou seja, apresentar o programa de uma forma lúdica.
Colocar as crianças sentadas em duplas pode facilitar a aprendizagem de alguns alunos, com a devida mediação do professor;Alunos que apresentam dificuldades no aprendizado podem ser encaminhados para o Atendimento Escolar Especializado (AEE);Não exponha a dificuldade do aluno em publico;Se houver necessidade de repetir o conteúdo para uma melhor assimilação do aluno, use metodologias diferentes para tratar do mesmo tema;
O aluno dever ser avaliado pelo que já consegue fazer e não pelo que ainda não consegue fazer, mesmo que seja esperado para sua idade cronológica;
O aluno deve sempre estar inserido numa sala com alunos com a mesma idade cronológica que a dele. Essa inserção estimula o aluno, mostra novas possibilidades e, por meio da observação do modelo apropriado, traz inúmeras melhoras para o aluno que apresenta deficiência intelectual.

Eficiente ou Deficiente?


Inclusão - Formação de Professores

Desafios para a Inclusão Escolar



A noção de inclusão tem relação com a diversidade do mundo escolar, no qual não há mais lugar para segregações ou exclusões. Para que a escola seja de fato para todos, a classe homogênea terá que ceder lugar à classe heterogênea e necessitará de três eixos fundamentais: transformações curriculares, metodológicas e organizativas. (Rodrigues, 2003, p. 15) 
A presença de alunos com necessidades especiais obrigará o professor a adaptações substanciais. Significa o desenvolvimento de competências específicas para os professores do ensino regular, o que não vem sendo implementado. As dificuldades vão desde a identificação dessas chamadas necessidades especiais até o conhecimento de técnicas, adaptações curriculares e de avaliação, bem como necessidade de aprofundamento das relações da escola com a família, tanto dos alunos com necessidades especiais como dos demais. 

Atualmente, as atitudes positivas de alguns professores têm sido fato determinante para a integração escolar de um aluno, determinando, de certa forma, a aceitação ou não dos colegas e da comunidade escolar como um todo. 

Contudo, isso não é suficiente para a consecução do projeto de integração escolar, mostrando-se necessária uma formação adequada do professor, a possibilidade de constituir turmas mais reduzidas, ou seja, com transformações que vão desde os recursos materiais até os didáticos. 

Palhares e Marins partem do pressuposto: compromisso dos professores se envolverem no processo de aprendizagem de seus alunos com necessidades especiais, independente destes alunos receberem um atendimento técnico especializado em sala de recursos. 
Para as autoras as leis não são claras. O plano Nacional de Educação não responsabiliza o Estado pela efetivação, pois não prevê ações concretas de financiamento para que ocorram mudanças significativas no atendimento a pessoas com necessidades especiais. A falta de clareza quanto à responsabilidade pela efetivação e as identidades encontradas para concretizar o acesso de PNE ao ensino regular, ampliadas pela falta de informações aos escolares, familiares, inclusive aos educadores. Acrescenta a isso a freqüente precariedade da estrutura física e dos materiais de ensino presentes nas escolas públicas brasileiras. 
Também se questionada a qualidade de ensino para os alunos, considerando questões financeiras, condições de trabalho do professor, recursos educacionais especiais, bem como acompanhamento e avaliação de intervenção de políticas públicas. A autora salienta que a melhoria da qualidade de ensino depende dos sistemas de ensino e da vontade política de seus gestores. 
A escassez de literatura científica de pesquisas avaliativas e propositivas sobre as condições de incluir os PNE no ambiente escolar. Necessidade de reestruturar a organização de serviços e direcionar a formação de professores para uma política de educação inclusiva que equipare as oportunidades para todos os alunos. Escassez de interações fundamentais entre educadores e pais de educandos com necessidades especiais.

Ministério da Educação diz a Adaptação deve ser feita com o Aluno Especial já dentro da Escola

Criança também fica de Luto

Não é fácil receber a notícia de que o cãozinho, companheiro de farras, não pode mais brincar. Ou saber que a mãe vai deixar de contar histórias. Se para um adulto  é difícil encarar a ausência e as mudanças que a morte impõe, para a criança pode ser ainda mais complicado. Momentos difíceis só são superados com compreensão a acolhimento em casa e na escola. Para receber alguém enlutado em classe e ajudar nessa fase, é preciso saber como os pequenos lidam com a situação. A psicologa Luciana Mazorra afirma que a partir dos 6 meses o bebê adquire a noção de que ele e a mãe são indivíduos distintos: sente apego e percebe a separação. Entre 2 e 5 anos, o sentimento é de que a ausência é temporária e que, portanto, a morte é reversível.
Os dias que sucedem a morte de alguém próximo são difíceis para da criança. Nesse período, não force-a a falar nem a participar de atividade, mas não a deixe sozinha. Diga que você sabe o que aconteceu, perguntando se ela quer falar sobre o assunto com os colegas ou prefere que você faça isso. Nas duas hipóteses, reúna todos em roda e, depois de comunicar o fato, pergunte se alguém já passou pela mesma situação, pois a troca de experiencia conforta e é um incentivo para deixar aflorar os sentimentos. Sugira que todos deem um abraço no colega e o chamem para brincar, mas sem insistir. Ler livros ou ver filmes como O Rei Leão e Bambi, que têm cenas de morte, ajudam a introduzir a conversa. Atividades físicas e artísticas são propostas para extravasar a energia e expressar as emoções. Acima de tudo, o que vai contar mesmo é sua sensibilidade para confortar no processo de superação de luto.

A criança que não aprende


Educação Inclusiva-3

MUDANÇAS NA ESCOLA

Para atender a todos e atender melhor, a escola atual tem de mudar, e a tarefa de mudar a escola exige trabalho em muitas frentes. Cada escola, ao abraçar esse trabalho, terá de encontrar soluções próprias para os seus problemas. As mudanças necessárias não acontecem por acaso e nem por Decreto, mas fazem parte da vontade política do coletivo da escola, explicitadas no seu Projeto Político Pedagógico - PPP e vividas a partir de uma gestão escolar democrática.
É ingenuidade pensar que situações isoladas são suficientes para definir a inclusão como opção de todos os membros da escola e configurar o perfil da instituição. Não se desconsideram aqui os esforços de pessoas bem intencionadas, mas é preciso ficar claro que os desafios das mudanças devem ser assumidos e decididos pelo coletivo escolar.
A organização de uma sala de aula é atravessada por decisões da escola que afetam os processos de ensino e de aprendizagem. Os horários e rotinas escolares não dependem apenas de uma única sala de aula; o uso dos espaços da escola para atividades a serem realizadas fora da classe precisa ser combinado e sistematizado para o bom aproveitamento de todos; as horas de estudo dos professores devem coincidir para que a formação continuada seja uma aprendizagem colaborativa; a organização do Atendimento Educacional Especializado - AEE não pode ser um mero apêndice na vida escolar ou da competência do professor que nele atua.
Um conjunto de normas, regras, atividades, rituais, funções, diretrizes, orientações curriculares e metodológicas, oriundo das diversas instâncias burocrático-legais do sistema educacional, constitui o arcabouço pedagógico e administrativo das escolas de uma rede de ensino. Trata-se do que está INSTITUÍDO e do que Libâneo e outros autores (2003) analisaram pormenorizadamente. 
Nesse INSTITUÍDO, estão os parâmetros e diretrizes curriculares, as leis, os documentos das políticas, os regimentos e demais normas do sistema. 
Em contrapartida, existe um espaço e um tempo a serem construídos por todas as pessoas que fazem parte de uma instituição escolar, porque a escola não é uma estrutura pronta e acabada a ser perpetuada e reproduzida de geração em geração. Trata-se do INSTITUINTE.
A escola cria, nas possibilidades abertas pelo INSTITUINTE, um espaço de realização pessoal e profissional que confere à equipe escolar a possibilidade de definir o seu horário escolar, organizar projetos, módulos de estudo e outros, conforme decisão colegiada. Assim, confere autonomia a toda equipe escolar, acreditando no poder criativo e inovador dos que fazem e pensam a educação. 

Aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos


lávia Villela

Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – De 2003 para 2011, o número de alunos com deficiência ou doenças crônicas, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação cresceu 164%. Segundo o Ministério da Educação, em 2003, 28% dos alunos que precisavam da educação especial estudavam em classes comuns e o restante, em classes especiais. Em 2007, o percentual desses alunos incluídos nas classes regulares passou para 54% e, no ano passado, para 74%, com 752 mil estudantes inscritos.
O número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da educação especial cresceu 615%. Para pedagogos e especialistas, o aumento reflete a maior inclusão de grande parte desse grupo no ambiente escolar. Antes, esses estudantes viviam confinados em casa ou em escolas especiais. A chegada desses alunos na rede pública também revela as carências e preconceitos de quem lida com esse público.
A pedagoga Glória Fonseca Pinto trabalha com crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficientes há mais de dez anos no Rio de Janeiro. Segundo ela, para incluir esse grupo na escola não basta apenas a matrícula. “O sistema precisa se preparar melhor para acolher essas crianças com mais qualidade. As escolas precisam entender que precisam se adaptar a essas crianças e não o contrário. Existem muitos exemplos [bem-sucedidos] de crianças com comprometimentos que conseguem se formar e ganhar muita independência”.
Ela lamentou o fato de diversas escolas ainda recusarem esse estudantes. “A criança especial pode e deve frequentar uma escola regular, mas infelizmente não é toda a escola que a aceita por não ter currículo, [não dispor de] rampa e de material humano. Mas não existe receita de bolo e as escolas precisam se predispor a aceitar essas crianças”.
No Rio de Janeiro, em um ano, esse grupo de estudantes aumentou 15% na rede estadual, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com 3 mil alunos da educação especial no universo de 1 milhão de inscritos na rede estadual.
Para a professora Márcia Madureira, da equipe da Coordenação de Inclusão Educacional da Seeduc, o incremento na entrada dessas crianças e adolescente reflete um movimento de inclusão por parte da rede de ensino, mas traz enormes desafios. “O aumento do fluxo é um bom sinal e são muitos os desafios, mas estamos tentando ampliar os serviços para atender a essa demanda, como transformar todas as escolas acessíveis para cadeirantes”.
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 3.564 alunos com deficiência ou doenças crônicas foram inscritos na rede estadual de ensino no 1º semestre de 2012. São aproximadamente 200 Salas de Recursos que oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com necessidades especiais e cerca de 150 profissionais atuam nestas salas.
Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, as escolas do país não estão estruturadas para receber as crianças e adolescentes com deficiência. “Com cerca de 40 alunos, é óbvio que a professora não terá estrutura para atender essa criança com deficiência. Uma escola capaz de receber uma criança com deficiências deveria ter uma fisioterapeuta motora, uma fisioterapeuta respiratória, uma fonoaudióloga, uma psicomotricista, uma terapeuta ocupacional, além de um psicólogo para poder dar apoio ao corpo docente e às crianças”.
Magdalena ressaltou que a exclusão dessas crianças e adolescentes do ambiente escolar prejudica seu desenvolvimento, pois ficam isoladas do convívio social. “A escola é o único lugar onde a gente começa a vida tendo que dar conta de ter que conviver com os amigos, aguentar a pressão dos professores e dos amigos. Isso dá para a criança uma independência e uma maturidade emocional que a gente enquanto mãe não consegue dar”. A pedagoga lembrou que a convivência das outras crianças com esse grupo também é frutífera, pois fortalece o respeito às diferenças.
Edição: Tereza Barbosa
fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-18/aumento-de-criancas-com-necessidades-especiais-na-rede-publica-expoe-carencias-e-preconceitos

Uma História Especial

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Viver e Não Ter a Vergonha de Ser Feliz...


Oração do Professor-Gabriel Chalita


Senhor, tu me conheces.

Sabes onde nasci, sabes de onde venho, quem sou.

Conheces minha profissão: sou professor.

Desde criança, tinha em mim um imenso desejo de ensinar. Queria partilhar vida, sonhos. Queria brincar de reger. Reger bonecos. Plantas. Reger as águas do mar que desde cedo aprendi a namorar.

A todos ensinava, Senhor. Criava e recriava histórias para senti-las melhor, para reparti-las com quem quisesse ouvi. Eu era um professor.
Fui crescendo e percebi o quanto o sonho era real. Queria ensinar mesmo. Estudei. Concluí o curso universitário.
Hoje sou, de fato, um professor. Com diploma, certificado e emprego estável.
Hoje não são bonecos que me ouvem, são crianças. Dependem tanto de mim. Do meu jeito. Do meu toque. Do meu olhar.
São crianças ávidas de aprender. E de ensinar. Cada uma tem um nome. Uma história. Cada uma tem um ou mais medos. Traumas. Têm sonhos. Todas elas, crianças queridas, sonham. E eu. Eu, senhor, sou um gerenciador de sonhos. Sou um professor.
Respeito todas as profissões. Cada uma tem seu valor,sua formosura. Mas todas elas nascem da minha. Ninguém é médico, advogado, dentista, doutor, sem antes passar pelo carinho, pela atenção, pelo amor de um professor.
Obrigado, Senhor.
Escolhi a profissão certa. Escolhi a linda missão de partilhar.
Tenho meus problemas. Sofro, choro, desiludo-me. Nem sempre dá certo o que programei. Erro muito. Aprendo errando, também.
Mas de uma coisa estou certo: sou inteiro. Inteiro nas lágrimas e no sorriso. Inteiro no ensinar e no aprender. Se que meus alunos precisam de mim . E eu preciso deles. E por isso somos tão especiais. E nesta nobre missão de educar, nossa humanidade se enriquece ainda mais.
Sou professor. Com muito orgulho. Com muita humildade. Com muito amor. Sou professor! 
Amém!

Principais Características das Escolas Inclusivas


De acordo com Sassaki(1997) esta devem ser as principais características de uma escola inclusiva.
1.       Um senso de pertencer
Filosofia e visão de que todas as crianças pertencem á escola e á comunidade e de que podem aprender juntas.
2.       Liderança
O diretor envolve-se ativamente com a escola toda no provimento de estratégias.
3.       Padrão de Excelência
Os altos resultados educacionais refletem as necessidades individuais dos alunos.
4.       Colaboração e cooperação
Envolvimento de alunos em estratégias de apoio mútuo (ensino de iguais, sistema de companheiro, aprendizado cooperativo, ensino em equipe. co-ensino equipe de assistência aluno-professor, etc.).
5.       Novos papéis e responsabilidades
Os professores falam menos e assessoram mais; psicólogos atuam junto aos professores nas salas de aula; todo o pessoal da escola faz parte do processo de aprendizagem.
6.       Parceria com os pais
Os pais são parceiros igualmente essenciais na educação dos filhos.
7.       Acessibilidade
Todos os ambientes físicos são tornados acessíveis e, quando necessário, é oferecida tecnologia assistiva.
8.       Ambientes Flexíveis de aprendizagem
Espera-se que os alunos se promovam de acordo com o estilo e ritmo individual de aprendizagem e não de uma única maneira todos.
9.       Estratégias baseadas em pesquisas
Aprendizado cooperativo, adaptação curricular, ensino de iguais, instrução direta, ensino recíproco, treinamento em habilidades sociais.
10.    Novas formas de avaliação escolar
Dependendo cada vez menos de testes padronizados, a escola usa novas formas de avaliar o progresso de cada aluno rumo aos respectivos objetivos.
11.    Desenvolvimento profissional continuado
Aos professores são oferecidos cursos de aperfeiçoamento continuo visando a melhoria de seus conhecimentos e habilidades para melhor educar seus alunos.

Superação " Deficiência Visual"


Surdocegos

Trecho do Filme-8º dia (Fala da Síndrome de Down)


Síndrome de Crouzon

A síndrome de Crouzon, conhecida em seus termos mais técnicos como, disostose crânio-facial tipo I, é uma doença genética que afeta pessoas em poucas quantidades por ser rara, sua característica peculiar é o comprometimento do desenvolvimento do esqueleto crânio-facial.

Causas

As causas da Síndrome de Crouzon é puramente genética, ou seja, quando os pais são portadores do gene defeituoso, estes apresentam 50% de chance de transmiti-lo à prole. Entretanto, existem estudos que levantam a hipótese dessa doença estar relacionada com a idade paterna avançada
Características
O portador da síndrome em geral, apresentam fronte larga, com abaulamento na região da fronte anterior, achatamento da região occiptal e relativa protuberância fronto-occipital. Que confere ao crânio um aspecto visual de torre.
Existem também uma má oclusão dentária, devido a maxila ser hipoplástica e também apresentar hipoplasia centro-facial e maxilar.
Verifica-se também alterações nos lábios, o lábio superior apresenta-se curto e o lábio inferior, em associação com a língua, são proeminentes.
O prejuízo auditivo se dá em conseqüência da deformação da orelha média, além de outras alterações das estruturas internas do ouvido.
Ocasionado pela salientada hipoplasia dos maxilares, 0 nariz lembra, popularmente conhecido como “bico de papagaio”. A obstrução das vias aéreas superiores é secundária ao desvio de septo, anormalidades no centro das narinas e estenose rinofaríngea.
Os olhos do portador também são afetados, caracterizando-os com aspecto de órbitas rasas, proptose ocular bilateral, hipertelorismo, estrabismo divergente, atrofia óptica, conjuntivite ou ceratoconjuntivite de exposição e redução da acuidade visual.
Vale sempre lembrar que, oferecer uma boa qualidade de vida aos pacientes portadores dessa síndrome é principal objetivo da abordagem terapêutica, sendo assim, o tratamento sintomático e de suporte com próteses auditivas, fonoterapia, fisioterapia, psicopedagogia, orientação familiar, aconselhamento genético, ensino da fala, leitura labial, escola especial cooperam na busca de uma melhor qualidade de vida para o raro e especial portador.

Visão Subnormal: adaptando a sala de aula na busca de equidade de oportunidades

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 135 milhões de pessoas no mundo tem algum grau de perda de visão.

“O CBO- Conselho Brasileiro de Oftalmologia – indica que existem aproximadamente 5.400.000(cinco milhões e quatrocentas mil) pessoas com deficiência visual (pessoas com perda total ou com baixa visão) em nosso país, considerando-se uma população de 191.000.000 (cento noventa milhões) de habitantes” (INGE, 2009)

O diagnostico da deficiência visual é feito por meio de duas medidas: a acuidade visual (o que podemos enxergar a determinada distancia) e o campo visual (a amplitude da área alcançada pela visão).

Os problemas de visão incluem dois grandes grupos: as pessoas com perda total de visão, que precisam fazer uso de recursos como bengala, cão - guia , Braille, entre outros, e as pessoas com visão subnormal ou baixa visão, que é o comportamento da função visual, porém com o uso desse sentido para realizar tarefas. As pessoas com visão baixa, por terem um campo visual mais restritas, precisam de recursos como impressões ampliadas, como lupas, telelupas, etc.


As causas da baixa visão podem ser:
· Congênitas: ocorrem no nascimento e muitas são de origem genética, por exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose, retinite pigmentosa, glaucoma congênito, catarata congênita, etc.
· Adquiridas: ocorrem por doenças adquiridas, como diabetes, deslocamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula ou traumas oculares.
Os alunos com baixa visão requerem atitudes simples, porém cuidadosas para que se adaptarem ao ambiente escola. É importante que os profissionais da escola conheçam as necessidades especificas do estudante, no que se refere à mobilidade, capacidade visual e organização. Cada aluno necessita de uma adaptação especifica; conheça as mais usuais em sala de aula:
1. É muito importante que o aluno com visão subnormal faça um reconhecimento acompanhado de um adulto por todos os ambientes escolares. Dependendo da idade do aluno, essa atividade pode ser feita em partes e gradativamente;
2. Quando houver mudança de mobiliários, disposição dos ambientes escolares e demais obstáculos, o aluno com visão subnormal deve ser avisado e levado para o reconhecimento do novo ambiente;
3. Estimule a visão do aluno com baixa visão e não o poupe como muitas pessoas erroneamente acham que é preciso. Fazendo isso, é possível melhorar o rendimento do resíduo visual que o aluno apresenta;
4. Incentive a autonomia dos alunos com baixa visão e não faça tudo por eles. Essa orientação também deve ser repassada para os alunos que não possuem deficiência;
5. Cada aluno com deficiência visual deve ser avaliado mediante suas necessidades, mas, via de regra, o melhor lugar para o aluno sentar-se é na primeira carteira e distante das janelas, devido ao excesso de luminosidade que pode, na maioria das vezes, comprometer ainda mais seu resíduo visual. Para decidir qual o melhor lugar para o aluno com baixa visão sentar-se, ele deve ser o primeiro a ser consultado.
Recursos ópticos: são receitados por um oftalmologista ou um ortopedista e visam adaptar equipamentos e instrumentos para garantir um melhor aproveitamento do resíduo visual do aluno com baixa visão. São usados para atividades especificas como leituras, reconhecimento de mapas, gráficos, etc. É muito importante que sejam sempre recomendados por um médico especializado e ter consciência de que seu uso reduz o campo da visão, por isso, devem ser usados somente em atividades apropriadas.

Recursos não ópticos: 
1. Apoio para leitura: serve como suporte para o livro, para facilitar a leitura e evitar malposicionamento de sua postura.
2. Aumento de contraste: o contraste na lousa pode ser feito com giz branco ou amarelo e no caderno pode ser feito como celofane amarelo, canetas de pontas porosas e lápis 6B
3. Folhas ampliadas e pautas engrossadas.
4. Guia de leitura: para facilitar a leitura, é possível confeccionar um guia de leitura, de acordo com as necessidades do aluno.
Algumas manifestações podem indicar que o aluno apresenta um problema visual. O professor, ao identificá-las, deve conversar com a família e sugerir que esse aluno seja encaminhado a um oftalmologista o mais breve possível. 

Alguns exemplos desses indícios são:
1. O aluno apresenta modificações físicas na área dos olhos (pupilas brancas, estrabismo, etc.);
2. Pode apresentar dificuldade de se locomover, levar tombos, tropeções, esbarroes nos batentes das portas mais freqüentes do que o esperado;
3. Pode demonstrar dificuldade em copiar a matéria, ler e desenhar;
4. O aluno pode se apresentar mais tímido, medroso, com medo de se expor, principalmente em brincadeiras ao ar livre;
5. Pode ficar irritadiço;
6. O aluno pode aproxima-se dos livros e cadernos com frequência;
7. Pode franzir a testa para enxergar o que está na lousa, e se mostrar aversivo á luz, ou necessitar de mais luz para realizar suas tarefas;
8. O aluno pode queixar-se de dor de cabeça com frequência, lacrimejamento excessivo ou desinteresse pelo o que ocorre a certa distancia.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Importância da Inclusão - Trechos do Filme "Do Luto a Luta"

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)


Cada experiência nova que vivemos ativa uma série de processos neurológicos, afetivos e cognitivos. Para acessarmos os nossos processos cognitivos ( ou seja, aprender) precisamos de uma condição básica: estarmos atentos. Isso se reflete diretamente na nossa memória e na aprendizagem.
É muito comum encontrarmos crianças com tempo de atenção diminuído, e algumas atitudes podem auxiliar neste sentido:
-trabalhar com a postura adequada dos alunos;
-desenvolver uma rotina estipulada previamente;
-respeitar os horários estabelecidos.
Mas existem crianças que apresentam um transtorno quanto ao tempo de atenção, ou seja, podem apresentar um Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Este transtorno traz como principal característica alunos:
-com excessiva atividade motora, que se movimenta o tempo todo;
-apresentam falta de atenção;
-impulsivos;
-com escassa tolerância e frustração;
-com baixa autoestima;
-com dificuldade de relacionamento; alguns podem apresentar ainda comportamento agressivo;
-que parecem não escutar o que está sendo dito;
-com dificuldades em organizar tarefas ou atividades, que são desorganizados e que perdem constantemente o material escolar;
-com dificuldades em aceitar normas e limites, não cumprindo instruções;
-que apresentam falhas na psicomotricidade;
-que se levantam da carteira muitas vezes, enquanto as demais crianças permanecem sentadas; quando estão sentados, costumam mexer as mãos e os pés sem parar e é comum derrubarem todo o material escolar várias vezes durante a aula;
-que ocorrem em situações inapropriadas;
-que falam excessivamente;
-que respondem a uma pergunta antes que o emissor termine a frase;
-desinteressados das tarefas que exijam esforço mental;
-que não terminam trabalhos escolares;
-com dificuldades de brincar em silêncio;
-sem real noção de perigo;
-com dificuldades de esperar fila ou aguardar sua vez num jogo ou brincadeira;
-que frequentemente se intrometem nas conversas ou atividades dos outros.
Com consequência dessas características, é comum que a criança apresente problemas de aprendizagem. Portanto, o TDAH acarreta um deficit tanto na área comportamental quanto cognitiva.

Projeto Preconceito e Sociabilidade: Através do Livro Infantil

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