quarta-feira, 6 de março de 2013

Política de educação inclusiva


Os resultados do Censo Escolar da Educação Básica de 2008 apontam um crescimento significativo nas matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino regular. O índice de matriculados passou de 46,8% do total de alunos com deficiência, em 2007, para 54% no ano passado. Estão em classes comuns 375.772 estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Esse crescimento é reflexo da política implementada pelo Ministério da Educação, que inclui programas de implantação de salas de recursos multifuncionais, de adequação de prédios escolares para a acessibilidade, deformação continuada de professores da educação especial e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) na escola, além do programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. O propósito do programa é estimular a formação de gestores e educadores para a criação de sistemas educacionais inclusivos.
Em 2008, foi lançada a política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e aprovada, por meio de emenda constitucional, a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. De acordo com a convenção, devem ser assegurados sistemas educacionais inclusivos em todos os níveis. O Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008, dispõe sobre o atendimento educacional especializado.

Políticas Públicas no Brasil

A análise de políticas públicas teve uma grande relevância, em nosso país, na década de 1980, impulsionada pela transição democrática. Nessa época, observou-se o deslocamento na agenda pública. Durante os anos 1970, a agenda pública se estruturou em torno de questões relativas ao modelo brasileiro de desenvolvimento, onde a discussão se limitava aos impactos redistributivos da ação governamental e ao tipo de racionalidade que conduzia o projeto de modernização conservadora do regime ditatorial. Dessa transformação seguiu-se uma redescoberta na agenda de pesquisas das políticas descentralizadas do sistema ditatorial.
Também, mesmo com o fim do período autoritário, ainda havia dificuldades na consecução de políticas públicas, o que serviu para melhores tentativas de buscar a eficiência deste objeto. Nesta época, houve maior necessidade de difusão internacional da idéia de reforma do Estado e do aparelho de Estado, que passou a ser o princípio organizador da agenda pública dos anos 1980-90, o que provocou uma proliferação de estudos de políticas públicas. (TREVISAN; BELLEN, 2008, p. 532-533).
Desde sua implementação, o estudo das políticas públicas tem sido de grande valia para a sociedade, mas, mesmo assim, este vem demandando algumas problemáticas em relação ao seu aproveitamento como uma área de conhecimento, pois se trata de uma subárea de conhecimento muito amplo. Sua temática tem um crescimento horizontal, apesar do avanço na sua pesquisa, com fóruns e eventos similares, demandando pouca discordância por se tratar de uma ciência com relevância político-operacional. Outra problemática desta subárea é a sua proximidade teórica com a burocracia governamental, apesar de que a qualidade de pesquisa das políticas públicas no Brasil tem tido um crescimento relevante, embora seus operadores saibam muito pouco de alguns de seus aspectos, como, por exemplo, a efetividade da política pública nos Estados-membros. (TREVISAN; BELLEN, 2008, p. 533-535).
Porém, diante a necessidade global, a maioria dos serviços públicos que a sociedade anseia, têm-se tornado ineficazes pelos governantes e o que se vem observando, na prática, são as excessivas privatizações destes serviços, até sem nenhuma regulamentação definida, enquanto o que é considerado desinteressante para estes entes privados, vem sendo desmantelado, sem que nada seja feito, nem mesmo em caráter público, em
suma, ou o Estado privatiza os seus serviços ou nada faz para que tal anseio seja concretizado. Este poderes estão regulamentados algumas vezes por organizações internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). (SANTOS, et. al., 2007, p. 833-834).

terça-feira, 5 de março de 2013

Tipos de Professores

O ORADOR
Ele fala alto e se estende exageradamente sobre qualquer ponto da matéria. Geralmente não planeja as aulas – diz que isso é coisa de “bitolados”. Não percebe quando um aluno está roncando ou quando a turma está contando piadas. Gosta tanto da sua voz que muita vezes se esquece dos objetivos da aula. Os alunos aprendem mais quando ele tem ataques de laringite – os alunos são obrigados a aprender trocando idéias entre si.
O COMODISTA
Ele gosta de duas coisas na vida: ensinar e ficar sentado. É capaz de ensinar qualquer assunto sem se levantar da cadeira. Os estudantes formam fila à sua mesa pra lhe mostrarem seus deveres de casa. Ele só levanta quando a campainha toca e muitas vezes é o primeiro a sair da sala
O SIMPÁTICO
Ele é o perfeito cavalheiro, veste-se sempre com elegância, é amigo de todos, mas não ensina quase nada. A estima que os alunos têm por ele e as suas desculpas humildes fazem o diretor “arrancar os cabelos”, socialmente é um sucesso; profissionalmente, uma lástima.
O PENSADOR
Pode ser de dois tipos:
a) O tipo distraído ou preocupado, que nem sempre ouve as perguntas dos alunos e muitas vezes se sai com uma resposta que não tem nada a ver com o assunto.
b) O “grande pensador”ou tipo inacessível. O estudante muitas vezes deixa de fazer uma pergunta para não interromper os pensamentos do “gênio”.
O EXIBICIONISTA
Ele está sempre pronto para uma boa gargalhada. Perde o respeito dos alunos em proporção à sua capacidade de se exibir.
Geralmente conhece bem o assunto, mas aborda-o de forma grosseira e tem um falso senso de valores. Seus atos podem muitas vezes ser mal interpretados causando-lhe um sentimento de inferioridade, de insegurança e perda de interesse pelo assunto. Um professor desse tipo pode gerar grandes tensões em sua classe.
O FALSO
Ele fala com autoridade até que uma pergunta ou discussão ultrapasse seus limitados conhecimentos. Então ele começa a se queixar da qualidade dos equipamentos ou das más condições da sala. Em geral é fácil descobrir este tipo para ajuda-lo.
O PROFESSOR DE VERDADE
Ele é simpático, progressista, entusiasta, conhece bem o assunto, tem um plano e procura executa-lo. Sabe como expor o assunto de modo simples e interessante, permite que os alunos façam perguntas e exponham suas idéias. Tem confiança em sua capacidade profissional, em suas habilidades para transmitir conhecimentos, não tem receio de dizer: “Não sei, mas vamos procurar juntos a solução” .

Tipos de Alunos