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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Oração do Professor-Gabriel Chalita
Senhor, tu me conheces.
Sabes onde nasci, sabes de onde venho, quem sou.
Conheces minha profissão: sou professor.
Desde criança, tinha em mim um imenso desejo de ensinar. Queria partilhar vida, sonhos. Queria brincar de reger. Reger bonecos. Plantas. Reger as águas do mar que desde cedo aprendi a namorar.
A todos ensinava, Senhor. Criava e recriava histórias para senti-las melhor, para reparti-las com quem quisesse ouvi. Eu era um professor.
Fui crescendo e percebi o quanto o sonho era real. Queria ensinar mesmo. Estudei. Concluí o curso universitário.
Hoje sou, de fato, um professor. Com diploma, certificado e emprego estável.
Hoje não são bonecos que me ouvem, são crianças. Dependem tanto de mim. Do meu jeito. Do meu toque. Do meu olhar.
São crianças ávidas de aprender. E de ensinar. Cada uma tem um nome. Uma história. Cada uma tem um ou mais medos. Traumas. Têm sonhos. Todas elas, crianças queridas, sonham. E eu. Eu, senhor, sou um gerenciador de sonhos. Sou um professor.
Respeito todas as profissões. Cada uma tem seu valor,sua formosura. Mas todas elas nascem da minha. Ninguém é médico, advogado, dentista, doutor, sem antes passar pelo carinho, pela atenção, pelo amor de um professor.
Obrigado, Senhor.
Escolhi a profissão certa. Escolhi a linda missão de partilhar.
Tenho meus problemas. Sofro, choro, desiludo-me. Nem sempre dá certo o que programei. Erro muito. Aprendo errando, também.
Mas de uma coisa estou certo: sou inteiro. Inteiro nas lágrimas e no sorriso. Inteiro no ensinar e no aprender. Se que meus alunos precisam de mim . E eu preciso deles. E por isso somos tão especiais. E nesta nobre missão de educar, nossa humanidade se enriquece ainda mais.
Sou professor. Com muito orgulho. Com muita humildade. Com muito amor. Sou professor!
Amém!
Principais Características das Escolas Inclusivas
De acordo com Sassaki(1997) esta devem ser as principais
características de uma escola inclusiva.
1.
Um senso de pertencer
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Filosofia e visão de que todas as crianças
pertencem á escola e á comunidade e de que podem aprender juntas.
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2.
Liderança
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O diretor envolve-se ativamente com a escola
toda no provimento de estratégias.
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3.
Padrão de Excelência
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Os altos resultados educacionais refletem as
necessidades individuais dos alunos.
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4.
Colaboração e
cooperação
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Envolvimento de alunos em estratégias de apoio
mútuo (ensino de iguais, sistema de companheiro, aprendizado cooperativo,
ensino em equipe. co-ensino equipe de assistência aluno-professor, etc.).
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5.
Novos papéis e
responsabilidades
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Os professores falam menos e assessoram mais;
psicólogos atuam junto aos professores nas salas de aula; todo o pessoal da
escola faz parte do processo de aprendizagem.
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6.
Parceria com os pais
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Os pais são parceiros igualmente essenciais na
educação dos filhos.
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7.
Acessibilidade
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Todos os ambientes físicos são tornados
acessíveis e, quando necessário, é oferecida tecnologia assistiva.
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8.
Ambientes Flexíveis de
aprendizagem
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Espera-se que os alunos se promovam de acordo
com o estilo e ritmo individual de aprendizagem e não de uma única maneira
todos.
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9.
Estratégias baseadas em
pesquisas
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Aprendizado cooperativo, adaptação curricular,
ensino de iguais, instrução direta, ensino recíproco, treinamento em
habilidades sociais.
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10.
Novas formas de
avaliação escolar
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Dependendo cada vez menos de testes
padronizados, a escola usa novas formas de avaliar o progresso de cada aluno
rumo aos respectivos objetivos.
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11.
Desenvolvimento
profissional continuado
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Aos professores são oferecidos cursos de aperfeiçoamento
continuo visando a melhoria de seus conhecimentos e habilidades para melhor
educar seus alunos.
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Síndrome de Crouzon
A síndrome de Crouzon, conhecida em seus termos mais técnicos como, disostose crânio-facial tipo I, é uma doença genética que afeta pessoas em poucas quantidades por ser rara, sua característica peculiar é o comprometimento do desenvolvimento do esqueleto crânio-facial.
Causas
As causas da Síndrome de Crouzon é puramente genética, ou seja, quando os pais são portadores do gene defeituoso, estes apresentam 50% de chance de transmiti-lo à prole. Entretanto, existem estudos que levantam a hipótese dessa doença estar relacionada com a idade paterna avançada
Características
O portador da síndrome em geral, apresentam fronte larga, com abaulamento na região da fronte anterior, achatamento da região occiptal e relativa protuberância fronto-occipital. Que confere ao crânio um aspecto visual de torre.
Existem também uma má oclusão dentária, devido a maxila ser hipoplástica e também apresentar hipoplasia centro-facial e maxilar.
Verifica-se também alterações nos lábios, o lábio superior apresenta-se curto e o lábio inferior, em associação com a língua, são proeminentes.
O prejuízo auditivo se dá em conseqüência da deformação da orelha média, além de outras alterações das estruturas internas do ouvido.
Ocasionado pela salientada hipoplasia dos maxilares, 0 nariz lembra, popularmente conhecido como “bico de papagaio”. A obstrução das vias aéreas superiores é secundária ao desvio de septo, anormalidades no centro das narinas e estenose rinofaríngea.
Os olhos do portador também são afetados, caracterizando-os com aspecto de órbitas rasas, proptose ocular bilateral, hipertelorismo, estrabismo divergente, atrofia óptica, conjuntivite ou ceratoconjuntivite de exposição e redução da acuidade visual.
Vale sempre lembrar que, oferecer uma boa qualidade de vida aos pacientes portadores dessa síndrome é principal objetivo da abordagem terapêutica, sendo assim, o tratamento sintomático e de suporte com próteses auditivas, fonoterapia, fisioterapia, psicopedagogia, orientação familiar, aconselhamento genético, ensino da fala, leitura labial, escola especial cooperam na busca de uma melhor qualidade de vida para o raro e especial portador.
Visão Subnormal: adaptando a sala de aula na busca de equidade de oportunidades
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 135 milhões de pessoas no mundo tem algum grau de perda de visão.
“O CBO- Conselho Brasileiro de Oftalmologia – indica que existem aproximadamente 5.400.000(cinco milhões e quatrocentas mil) pessoas com deficiência visual (pessoas com perda total ou com baixa visão) em nosso país, considerando-se uma população de 191.000.000 (cento noventa milhões) de habitantes” (INGE, 2009)
O diagnostico da deficiência visual é feito por meio de duas medidas: a acuidade visual (o que podemos enxergar a determinada distancia) e o campo visual (a amplitude da área alcançada pela visão).
Os problemas de visão incluem dois grandes grupos: as pessoas com perda total de visão, que precisam fazer uso de recursos como bengala, cão - guia , Braille, entre outros, e as pessoas com visão subnormal ou baixa visão, que é o comportamento da função visual, porém com o uso desse sentido para realizar tarefas. As pessoas com visão baixa, por terem um campo visual mais restritas, precisam de recursos como impressões ampliadas, como lupas, telelupas, etc.
As causas da baixa visão podem ser:
· Congênitas: ocorrem no nascimento e muitas são de origem genética, por exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose, retinite pigmentosa, glaucoma congênito, catarata congênita, etc.
· Adquiridas: ocorrem por doenças adquiridas, como diabetes, deslocamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula ou traumas oculares.
Os alunos com baixa visão requerem atitudes simples, porém cuidadosas para que se adaptarem ao ambiente escola. É importante que os profissionais da escola conheçam as necessidades especificas do estudante, no que se refere à mobilidade, capacidade visual e organização. Cada aluno necessita de uma adaptação especifica; conheça as mais usuais em sala de aula:
1. É muito importante que o aluno com visão subnormal faça um reconhecimento acompanhado de um adulto por todos os ambientes escolares. Dependendo da idade do aluno, essa atividade pode ser feita em partes e gradativamente;
2. Quando houver mudança de mobiliários, disposição dos ambientes escolares e demais obstáculos, o aluno com visão subnormal deve ser avisado e levado para o reconhecimento do novo ambiente;
3. Estimule a visão do aluno com baixa visão e não o poupe como muitas pessoas erroneamente acham que é preciso. Fazendo isso, é possível melhorar o rendimento do resíduo visual que o aluno apresenta;
4. Incentive a autonomia dos alunos com baixa visão e não faça tudo por eles. Essa orientação também deve ser repassada para os alunos que não possuem deficiência;
5. Cada aluno com deficiência visual deve ser avaliado mediante suas necessidades, mas, via de regra, o melhor lugar para o aluno sentar-se é na primeira carteira e distante das janelas, devido ao excesso de luminosidade que pode, na maioria das vezes, comprometer ainda mais seu resíduo visual. Para decidir qual o melhor lugar para o aluno com baixa visão sentar-se, ele deve ser o primeiro a ser consultado.
Recursos ópticos: são receitados por um oftalmologista ou um ortopedista e visam adaptar equipamentos e instrumentos para garantir um melhor aproveitamento do resíduo visual do aluno com baixa visão. São usados para atividades especificas como leituras, reconhecimento de mapas, gráficos, etc. É muito importante que sejam sempre recomendados por um médico especializado e ter consciência de que seu uso reduz o campo da visão, por isso, devem ser usados somente em atividades apropriadas.
Recursos não ópticos:
1. Apoio para leitura: serve como suporte para o livro, para facilitar a leitura e evitar malposicionamento de sua postura.
2. Aumento de contraste: o contraste na lousa pode ser feito com giz branco ou amarelo e no caderno pode ser feito como celofane amarelo, canetas de pontas porosas e lápis 6B
3. Folhas ampliadas e pautas engrossadas.
4. Guia de leitura: para facilitar a leitura, é possível confeccionar um guia de leitura, de acordo com as necessidades do aluno.
Algumas manifestações podem indicar que o aluno apresenta um problema visual. O professor, ao identificá-las, deve conversar com a família e sugerir que esse aluno seja encaminhado a um oftalmologista o mais breve possível.
Alguns exemplos desses indícios são:
1. O aluno apresenta modificações físicas na área dos olhos (pupilas brancas, estrabismo, etc.);
2. Pode apresentar dificuldade de se locomover, levar tombos, tropeções, esbarroes nos batentes das portas mais freqüentes do que o esperado;
3. Pode demonstrar dificuldade em copiar a matéria, ler e desenhar;
4. O aluno pode se apresentar mais tímido, medroso, com medo de se expor, principalmente em brincadeiras ao ar livre;
5. Pode ficar irritadiço;
6. O aluno pode aproxima-se dos livros e cadernos com frequência;
7. Pode franzir a testa para enxergar o que está na lousa, e se mostrar aversivo á luz, ou necessitar de mais luz para realizar suas tarefas;
8. O aluno pode queixar-se de dor de cabeça com frequência, lacrimejamento excessivo ou desinteresse pelo o que ocorre a certa distancia.
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