segunda-feira, 27 de junho de 2016

Deficiência Intelectual e as variações nos tempos de aprendizagem


O termo Deficiência Mental foi substituído por Deficiência Intelectual durante a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006. Portanto, o termo Deficiência Mental não deve ser utilizado.É muito comum termos alunos com deficiência intelectual em nossas salas de aula que apresentam tempo de aprendizagem diferente dos demais. Mas como lidar com isso?
1. Aspecto quantitativo: refere-se ao tempo que poder ser contabilizado, o contar das horas, dias, semanas, meses e anos. Por exemplo: um aluno demora 40 minutos para fazer exercício enquanto o outro demora 3 horas para realizar a mesma atividade;
2. Aspecto qualitativo: refere-se ao tempo interno, ao tempo que cada pessoa precisa para cada atividade, aprender algo ou fazer uma tarefa. Por exemplo: o professor explica um conteúdo de Matemática (operação matemática: adição), um aluno demora 20 minutos para entender e outro aluno 3 semanas para entender o mesmo conteúdo;
3. Aspecto Sequencial: refere-se ao tempo interno para colocarmos em pratica aquilo que aprendemos na teoria. Por exemplo: após a explicação da operação matemática, um aluno demora 5 minutos para realizar a primeira atividade com sucesso e outro aluno demora 3 semanas para realizar  uma atividade com este conteúdo com sucesso.
Para garantirmos que o tempo de cada aluno seja respeitado, devemos ter um planejamento flexível, um acompanhamento no contraturno do aluno e uma parceria efetiva com a família, além dos acompanhamentos clínicos quando necessários, que podem envolver profissionais de áreas como psicopedagoga, fonoaudióloga, pedagogia, psicologia, professor especializado em Educação Inclusiva e/ou Especial etc.
Para conhecermos qual o tempo de cada aluno, podemos avaliar alguns aspectos:O aluno mantém em media o mesmo tempo de aprender os conteúdos?O aluno aprende mais rápido quando o assunto é do seu interesse?O aluno aprende mais rápido quando a aula é mais dinâmica ou quando são usados materiais concretos?
O aluno se mostra em desenvolvimento ou estacionado no seu processo de aprendizagem?Como está a autoestima desse aluno?A escola tem servido como um ambiente que faz com que o aluno se sinta diminuído, fracassado ou desinteressado?
O aluno está passando por algum problema pessoal que possa justificar um problema em seu aprendizado? Por exemplo: separação dos pais, escola nova, nascimento de um irmão, etc.Todas essas perguntas fornecem dados para que o professor possa entender, avaliar e fazer algumas mudanças em seu planejamento para contemplar o aluno com deficiência intelectual que apresenta dificuldade na aprendizagem.
Dicas para o Professor-Quando tiver algum aluno que apresenta dificuldades na aprendizagem, o mais importante é garantir que o conteúdo não seja acelerado, e nem passado em branco pelo aluno, mas que se busquem formas, estratégias, materiais para que aquele conteúdo seja aprendido. Por exemplo: uso de material concreto para as operações matemáticas, dramatização para os conteúdos históricos ou literários, ou seja, apresentar o programa de uma forma lúdica.
Colocar as crianças sentadas em duplas pode facilitar a aprendizagem de alguns alunos, com a devida mediação do professor;Alunos que apresentam dificuldades no aprendizado podem ser encaminhados para o Atendimento Escolar Especializado (AEE);Não exponha a dificuldade do aluno em publico;Se houver necessidade de repetir o conteúdo para uma melhor assimilação do aluno, use metodologias diferentes para tratar do mesmo tema;
O aluno dever ser avaliado pelo que já consegue fazer e não pelo que ainda não consegue fazer, mesmo que seja esperado para sua idade cronológica;
O aluno deve sempre estar inserido numa sala com alunos com a mesma idade cronológica que a dele. Essa inserção estimula o aluno, mostra novas possibilidades e, por meio da observação do modelo apropriado, traz inúmeras melhoras para o aluno que apresenta deficiência intelectual.

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