domingo, 26 de outubro de 2014

Inclusão Social

É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las.
A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.
A princípio, eles ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, meios de transporte, etc. Aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.
Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.
E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Projeto Itinerante MEIO AMBIENTE-Palestrante Profª.Rita Freitas

Município de Rio Real - História

A Educação Inclusiva e seus Desafios

Somos Todos Diferentes


O filme Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par,Índia,2007)  trata de um assunto muito delicado e importante, a dislexia.e da falta de conhecimento e informação do educador para observar e diagnosticar esses casos.
Porque Ishaan  Awashi apresentava desinteresse pela escola?
Ishaan  Awashi apresentava desinteresse pela escola por não ter suas necessidades preenchidas, e por ver o mundo de forma diferente não conseguia se adaptar a ele e era visto pelos outros como um delinquente irresponsável e preguiçoso, como não entendia o que via agia de forma deslocada e desinteressada. Ishaam apresenta características da dislexia, transtorno hereditário que acarreta dificuldades na aprendizagem, porém é mal interpretado durante quase toda a sua trajetória, devido a falta de conhecimento deste distúrbio e ao modelo pedagógico desempenhado pela instituição de ensino que utiliza a pedagogia tradicional, dificultando a relação professor-aluno. Outro fato importante está ligado a família, pois o lado afetivo necessita ser compensado e a não compreensão acarreta uma possível discriminação ou exclusão social devido a suas potencialidades que não foram desenvolvidas.

sábado, 2 de agosto de 2014

Inclusão escolar e audiodescrição - ORIENTAÇÕES AOS EDUCADORES

Quando falamos em inclusão escolar, em escola inclusiva, a escola que recebe, acolhe e oferece oportunidades de aprendizagem para todos os alunos, alguns questionamentos ainda teimam em vir à tona, por exemplo, as atividades escolares. Como preparar atividades escolares que contemplem as necessidades de todos os alunos? Como despertar a curiosidade, ampliar a visão de mundo, propiciar o acesso às informações a todos os alunos?
Capa da revista Ciranda da Inclusão
Muitos são os recursos que poderão ser utilizados em sala de aula para responder a essas questões, dentre eles, a audiodescrição: um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dança), turísticos (passeios, visitas), esportivos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora.
A audiodescrição transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão social, cultural e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, esse recurso amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e com dislexia. Para isso, são usados os mesmos equipamentos de tradução simultânea, fones de ouvido e receptores. A informação sonora é transmitida pelos audiodescritores de dentro de uma cabine, com um roteiro previamente preparado, estudo sobre o tema e terminologia, inserida preferencialmente entre as falas dos personagens.
Na televisão, a audiodescrição já era para ter sido implantada desde junho de 2008, com duas horas de programação audiodescritas por dia que seriam transmitidas pela tecla SAP (canal secundário de áudio). Entretanto, o recurso foi suspenso pelo Ministério das Comunicações, colocado em consultas públicas e novas portarias foram baixadas. Uma verdadeira saga, que culminou com a publicação da portaria 188 de março de 2010, que prevê a transmissão de duas horas semanais de programas audiodescritos a partir de julho de 2011, já na TV digital, diminuindo drasticamente as possibilidades de acesso à cultura e informação.
Na escola, o próprio professor pode descrever o universo imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas culturais, dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aquilo que é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos.
Todos se beneficiam com o recurso, tanto aqueles que escutam como aqueles que fazem a audiodescrição, pois além do senso de observação, há uma ampliação do repertório e fluência verbais. O uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais.
Lívia Maria Villela de Mello Motta é doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo, e atua tanto na área de formação de professores para a escola inclusiva, como na área de inclusão cultural das pessoas com deficiência visual, com foco na formação de audiodescritores para teatro, cinema, TV e outros espetáculos, eventos sociais e pedagógicos. E-mail: livia@terra.com.br

Fonte: Ciranda da Inclusão

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Inclusão Escolar


Campanha contra o racismo

O racismo, no Brasil é crime inafiançável e imprescritível, ou seja, é conduta de natureza grave, que não permite ao agressor livrar-se da prisão (em flagrante) mediante pagamento de fiança e nem o Estado perde o direito de punir ou de aplicar a punição, com o decorrer do tempo. O fato de ser considerado crime e sendo um dos poucos de natureza inafiançável e imprescritível revela que a prática do racismo está caracterizada na sociedade brasileira e é considerada repugnante.
O racismo é tema de relevância universal. Todavia, oficialmente, aplica-se o termo discriminação, que é mais largo, não se fechando apenas sobre o aspecto racial. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, considerando a pluralidade da discriminação, determina que toda pessoa tem todos os direitos e liberdades proclamados nela, sem distinção de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de qualquer outra índole (Cfr. artigo 2°, da DUDH). 

O que visamos? 

Disponibilizar assessoria jurídica e psicológica aos indivíduos vítimas de discriminação racial em São Luis em que a atuação do Centro de Cultura Negra tem sido exigida, tomando as providências que se fizerem necessárias e monitorando as respostas dos órgãos públicos competentes.
Desenvolver um processo de capacitação e formação sobre a questão racial no Brasil junto às instituições jurídicas, Gerência de Segurança Pública e sociedade em geral, através de cursos, seminários e oficinas, bem como, a produção e distribuição de cartilhas informativas sobre o procedimento em caso de discriminação racial, sobre as leis que definem e punem essa prática.

O que fazer em caso de discriminação

Não fique calado, denuncie! 
Mantenha a calma e não revide com agressão física ou verbal. 
Anote a data, horário e local da agressão e o nome e endereço do agressor. 
Dirija-se, de preferência com testemunhas ou provas, a delegacia de polícia mais próxima e registre ocorrênçia: 
Disque S.O.S. Racismo: 0800 280-6664.
Conheça seus direitos
A Constituição Federal no seu Art. 5° inciso XLII, determina que "a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito de reclusão nos termos da lei" 
Art. 3° Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (...). - IV Promover o bem estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
Art. 5° - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a prosperidade...(...). - XLI A lei punirá a qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.

Por Dentro da Escola - Educação Especial Inclusão


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Educação infantil é fundamental para sucesso da vida escolar

Educação infantil é fundamental para sucesso da vida escolar

Ao todo, 117 municípios gaúchos não oferecem matrículas em creche


Educação infantil é fundamental para sucesso da vida escolar Félix Zucco/Agencia RBS Alunos da escola Raio de Luz aprendem brincando na banda Foto: Félix Zucco / Agencia RBS Em todo o Brasil, só Rondônia tem, percentualmente, menos alunos de quatro a cinco anos na escola do que o Rio Grande do Sul, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Mas isso não é tudo. Até 2011, o Plano Nacional de Educação determinava o atendimento de 50% das crianças de zero a três anos pelas creches e de 80% das crianças de quatro e cinco anos pelas pré-escolas. Por aqui, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), os índices estão bem abaixo do esperado: são, respectivamente, 23% e 63,3%. Ao todo, 117 municípios gaúchos não oferecem matrículas em creche.
O resultado é uma lacuna no processo de desenvolvimento de muitas crianças. A Educação Infantil é considerada fundamental para o sucesso ao longo da vida escolar. Sem um bom começo, a tendência é que as dificuldades se acentuem no futuro.
O primeiro passo para superar o problema, segundo a professora Tania Beatriz Iwaszko Marques, da Faculdade de Educação da UFRGS, é eleger a Educação Infantil como prioridade.
>> Bons exemplos na educação gaúcha podem ajudar a mudar desempenho 
>> Desempenho dos alunos do Ensino Médio piorou no Rio Grande do Sul
— Nem sempre os gestores públicos dão a devida atenção a essa área. Muita gente acha que criança pequena só precisa ser cuidada — avalia Tania.
A solução passa por maiores investimentos, ampliação dos espaços físicos, com abertura de novas vagas e contratação de professores com formação em pedagogia, capacitados para lidar com essa faixa etária.

A bandinha que dá o tom

Eles têm entre quatro e cinco anos, estudam em turno integral e até já fazem parte de uma banda, com direito a uniforme e a corpo coreográfico. São os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Raio de Luz, de Araricá, no Vale do Sinos.
O município de 6 mil habitantes é o primeiro colocado no ranking do Tribunal de Contas do Estado que avalia a oferta de vagas em creches e pré-escolas no Rio Grande do Sul. No último levantamento, em 2011, Araricá superou as metas e atingiu índice de atendimento de 92,6%, que segue em ascensão.
— Temos um olhar especial para a Educação Infantil, porque é o início de tudo. Sabemos que é difícil zerar a demanda, mas estamos prestes a inaugurar uma escola e esperamos chegar perto dos 100%, com todas as vagas em turno integral — destaca a secretária municipal de Educação, Cátia Helena da Silva.
Uma das razões do avanço é o nível de investimento da prefeitura na educação, que ultrapassa o percentual previsto por lei, de 25% do orçamento. Só no ano passado, segundo Cátia, o índice foi de 32%. A escola Raio de Luz, com seus 220 alunos de zero a cinco anos, é uma das beneficiadas por essa política. E tem um diferencial. Há três anos, a professora Solange Clarice da Rosa, especializada em musicalização infantil, decidiu apresentar um projeto inovador.
Solange criou uma banda marcial na pré-escola. A "bandinha", como carinhosamente apelidou, tem 20 integrantes. Todos têm seu próprio uniforme, que ela mesma desenhou. Os instrumentos incluem pandeiros, pratos, chocalhos e surdos. Não demorou muito para o grupo ganhar um corpo coreográfico, composto por uma baliza e quatro alunos do jardim. Cada ensaio é uma festa. Meninos e meninas aprendem brincando.

No Ensino Fundamental, Estado manteve a média de 2009

Nos anos finais do Ensino Fundamental, o Estado não atingiu as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Na última edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2011, manteve a média de 2009.
Nos anos iniciais, o crescimento foi tímido. Desde que começou a ser medido, em 2005, o Ideb se transformou em um importante sinalizador da educação brasileira. É calculado com base no desempenho dos estudantes em português e matemática e nas taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar. O resultado reflete uma situação de estagnação, que preocupa especialistas. Enquanto isso, Estados como Santa Catarina e Minas Gerais seguem avançando.
Para superar a apatia no Ensino Fundamental, o professor Fernando Becker, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destaca a necessidade de uma mudança de postura, a começar pelos educadores. 
— Os professores querem que a criança fique parada, ouvindo lições, quando todo mundo sabe que isso é impossível nessa fase. Essa visão está ultrapassada — avalia Becker.
Outros pontos importantes, segundo ele, são: investir em formação docente continuada, aproximar as famílias da escola e modernizar as gestões.

Onde não há repetência

Imagine um colégio com repetência e evasão zero. Agora pense que essa mesma instituição superou, com 10 anos de antecedência, as metas estabelecidas pelo MEC para 2021. Esse estabelecimento fica em Vista Alegre do Prata, na Serra. A Escola Municipal Giuseppe Tonus é a campeã do Ideb no Estado, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em escala de zero a 10, os alunos tiraram nota 8,2 em 2011 — no Estado, a média foi 5,1.
— Os grandes países chegaram ao auge do desenvolvimento porque investiram em educação. É isso que fazemos — diz a secretária de Educação, Rosa Rigo Treviso.
A gestora e a diretora da escola, Valdete Gusberti Cortelini, elencam um conjunto de fatores que contribuíram para os resultados, a começar pelo investimento em educação, superior a 25% do orçamento. Citam a continuidade dos programas educacionais e a proximidade com a comunidade, que partilha de todas as decisões. Os pais se sentem donos do lugar. E não é só isso. Os professores têm quatro horas semanais remuneradas para planejar as aulas. Nenhum deles, segundo Rosa, ganha menos do que o piso nacional (R$ 1,5 mil) e todos passam por formação continuada, com cursos e palestras.