sábado, 18 de agosto de 2012

Educação a Base de Tudo...

BULLYING
 
Divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Inclusão de Alunos com Deficiência Intelectual

Em outros tempos, o currículo pedagógico era explicado em matérias, disciplinas e conteúdos programáticos, mas uma nova estrutura curricular deve ser criada para atender ao desenvolvimento global do aluno. Outras áreas devem também ser privilegiadas tais como afetiva, social, perceptomotora e cognitiva.
Em cada uma dessas áreas existe uma expectativa para que o aluno desenvolva habilidades:
Na areá afetiva:
  • torne-se independente e capaz de tomar iniciativas próprias, na medida de suas possibilidades;
  • respeite os sentimentos dos outros e expresse os seus;
  • esteja atento e interessado em conhecer o meio em que o cerca;
  • seja capaz de encontrar diferentes soluções para um mesmo problema, usando sua criatividade;
  • mantenha-se motivado a participar de todas as atividades propostas na escola.
Na areá social:
  • possa estabelecer interações com os adultos, baseadas no respeito mútuo;
  • estabeleça trocas com os seus pares, baseadas na cooperação;
  • aprenda regras e normas de conduta compatíveis com os estágios de desenvolvimento em que se encontra.
Na areá perceptomotora:
  • coordene movimentos diferentes, envolvendo coordenação motora grossa e fina.
Na areá cognitiva:
  • tenha a oportunidade de agir livremente sobre o meio físico, rico em estímulos, e coordene suas ações, no sentido de estabelecer relações entre si mesmo e o mundo;
  • tome consciência das relações espaciais, casuais e temporais, por meio das quais possa organizar o mundo físico e social, agindo sobre eles, projetando suas ações, os objetos e acontecimentos vividos no plano simbólico;
  • expresse essas representações por intermédio da linguagem oral, do desenho, da brincadeira de faz de conta, da imitação, entre outras;
  • adquira conhecimentos sociais que sejam uteis a sua adaptação á vida.
Para uma aprendizagem adequada, o espaço físico deve ser bem organizado, o material pedagógico deve ser rico e diversificado, propiciando atividades em pequenos grupos e com tempo de atenção progressiva.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dicas que podem ser importantes para o trabalho com os alunos com Deficiência Intelectual

  1. focar a atenção, dando prioridade aos objetivos que queremos ensinar;
  2. partir de contextos reais;
  3. criar situações de aprendizagens positivas e significativas, preferencialmente em ambientes naturais aos alunos;
  4. usar situações e formas concretas possíveis;
  5. transferir comportamentos e aprendizados adquiridos para as novas situações;
  6. dividir as tarefas em partes, aumentando as dificuldades gradualmente, respeitando o ritmo do aluno;
  7. motivar, elogiar o sucesso e valorizar a autoestima;
  8. atender não só a área dos conhecimentos acadêmicos, como também os aprendizados que melhorem a qualidade de vida dos alunos;
  9. experimentar situações do cotidiano no campo dos conhecimentos acadêmicos, como ensinar a ler e a escrever o nome, o endereço, a utilizar o telefone, a ler informações dos pontos de ônibus, das placas e dos rótulos, a ver horas, a compreender o valor monetário,  a fazer compras e a dar troco, a organizar materiais, a utilizar os utensilios domésticos, a ter higiene pessoal, a se comportar em diferentes ambientes, a utilizar transportes públicos, a se comunicar e a se fazer entender por diferentes pessoas;
  10. utilizar, em seu trabalho, diferentes tipos de linguagens como musica, artes, expressões corporais, entre outras;
  11. crer, principalmente, que o aluno com deficiência intelectual pode aprender como outra criança, só é preciso acreditar nisso  e ter ferramentas necessárias; e
  12. acompanhar continuamente o processo de aprendizagem do aluno, registrando suas observações, para poder, com o tempo, perceber quais são os meios traçados por cada um, em especial, para aprender, pois não há um perfil único para os alunos com deficiência intelectual.

Características dos alunos com deficiência Intelectual


No conjunto de pessoas com deficiência intelectual, existe uma grande variedade de capacidades e necessidades. Há, no entanto, quatro áreas em que esses indivíduos podem apresentar semelhanças entre si:
1. Área Motora: alterações na motricidade fina. Nos casos mais acentuados, tais como dificuldade de coordenação e manipulação. Podem também começar a andar tardiamente.
2. Área cognitiva: algumas crianças com deficiência intelectual apresentam dificuldades na aprendizagem de conceitos abstratos, em focar a atenção, na capacidade de memorização e resolução de problemas, na generalização. Podem atingir os mesmos objetivos escolares que alunos considerados normais, porém, em alguns casos, com ritmo mais lento.
3.Área da comunicação: alguns alunos com deficiência intelectual encontram dificuldade de comunicação, acarretando uma maior dificuldade em suas relações.
4.Área socioeducacional: em alguns casos, ocorrem uma discrepância entre a idade mental e a idade cronológica, porém é preciso ter claro que a melhor forma de promover a interação social é colocando os alunos  em  contato com seus pares da mesma idade cronológica, para participar das mesmas atividades, para que a aprendam comportamentos, valores e atitudes apropriados para a sua faixa etária.