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sábado, 5 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Exemplo de Dislexia
A dislexia é um transtorno genético e hereditário presente em aproximadamente 10% da população mundial, podendo também ser causada pela produção exacerbada de testosterona pela mãe, durante a gestação.Muitas vezes confundida com déficit de atenção, problemas psicológicos, ou mesmo preguiça; esse transtorno se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora; e pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever.
Indivíduos disléxicos possuem a área lateral-direita do cérebro mais desenvolvida que a de pessoas que não possuem essa síndrome, tendo geralmente, por tal motivo, mais facilidade em questões relacionadas à criatividade, solução de problemas, mecânica e esportes.
Levando em consideração o despreparo que muitas instituições de ensino têm em relação às particularidades dos alunos - muitas vezes, inclusive, criando e reforçando estigmas – esse comportamento é responsável por uma grande parcela das causas de evasão escolar. Além disso, muitos casos de suicídio e de violência juvenil têm sido associados aos portadores dessa síndrome; comportamentos estes muitas vezes relacionados às alterações emocionais decorrentes das suas dificuldades.
O diagnóstico consiste na análise do paciente, geralmente por equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, etc.), excluindo outras possíveis causas. Tal avaliação permite que o acompanhamento seja feito de forma mais eficaz, já que leva em consideração suas particularidades individuais.
O tratamento embora não tenha cura, auxilia o paciente quanto às suas limitações, permitindo uma melhora progressiva e evitando, assim, que sofra problemas sérios relacionados à autoestima e socialização.
Fonte:http://psicologiaestudantil.blogspot.com.br/2011/05/dislexia-infantil.html
Dificuldades de Aprendizagem-Dislexia 1
Caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.
A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó. A dislexia, contudo, é um problema visual, envolvendo o processamento da escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial. Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.
Um dos primeiros pesquisadores principais a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista que trabalhou inicialmente em vítimas de traumatismos. Em 1925 Orton conheceu o caso de um menino que não conseguia ler e que apresentava sintomas parecidos aos de algumas vítimas de traumatismo. Orton estudou as dificuldades de leitura e concluiu que havia uma síndrome não correlacionada a traumatismos neurológicos que provocava a dificuldade no aprendizado da leitura. Orton chamou essa condição porstrephosymbolia (com o significado de 'símbolos trocados') para descrever sua teoria a respeito de indivíduos com dislexia. Orton observou também que a dificuldade em leitura da dislexia aparentemente não estava correlacionada com dificuldades estritamente visuais. Ele acreditava que essa condição era causada por uma falha na laterização do cérebro. A hipótese referente à especialização dos hemisférios cerebrais de Orton foi alvo de novos estudos póstumos na década de 1980 e 1990, estabelecendo que o lado esquerdo do planum temporal e,uma região cerebral associada ao processamento da linguagem é fisicamente maior que a região direita nos cérebros de pessoas não disléxicas; nas pessoas disléxicas, contudo, essas regiões são simétricas ou mesmo ligeiramente maior no lado direito do cérebro.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Luto: Morte na São Silvestre
O fim de 2012 veio com a triste informação da morte do atleta Israel Cruz Jackson de Barros que participava da Corrida Internacional de São Silvestre.
Infelizmente a mais tradicional prova brasileira nos últimos anos esteve diversas vezes envolvidas nas mais variadas polêmicas. O ponto alto foi que em 2010 a organização entregou as medalhas juntamente com o kit da prova. Ano passado a chegada saiu na Avenida Paulista. Este ano a prova voltou para a Paulista mas passou para o período da manhã. São tantas e tão frequentes mudanças que a prova perdeu todo o seu brilho enquanto competição de atletismo. Hoje ela mais parece uma procissão festiva. Nada além disto.
O percurso que muda todos os anos não atrai atletas profissionais de alto nível, sem falar na baixa premiação em dinheiro. A péssima organização da prova, em todos os seus aspectos, não oferece ao atleta amador condições adequadas para correr a prova. Aquela largada, considerada pelo comentarista da Globo como uma "massa vulcânica em movimento", é a completa demonstração da falta de respeito com o atleta amador. E agora, fica mais claro do que nunca, que o trajeto é um risco à saúde e à vida do atleta. Mas infelizmente a arrogância do organizador da prova não irá permitir uma mudança séria para o ano que vem.
O risco que o trajeto oferece ao atleta cadeirante já havia sido identificado em 2011 quando o percurso ganhou uma descida muito íngreme. Leia a notícia publicada na Folha de São Paulo no dia 30/Dez/2011. Não é possível que um trajeto seja aferido do ponto de vista de distância e os seus riscos não sejam oficialmente identificados. Caso o trajeto não seja adequado à participação de atletas com necessidades especiais que não se permita a participação destes. Mesmo que o organizador da prova venha dizer por meio da nota oficial que está dando todo o apoio à família do atleta que perdeu sua vida ontem, que a inscrição do atleta tenha sido feita corretamente sob todos os aspectos, que a ADD tenha juntamente com a organização da prova homologado a inscrição do atleta, que o atleta assinou o termo de compromisso assumindo todos os riscos ao participar do evento, mesmo que tudo isto seja dito, a organização da prova é responsável pela segurança do atleta durante o evento.
Nunca participei da São Silvestre. A data sempre foi um problema. Mas em função de todas as polêmicas e péssima organização da largada, nunca me senti devidamente atraído. Se alguma coisa não for feita de forma muito séria, a São Silvestre caminha rapidamente para o seu fim. Continuará sendo a corrida de rua mais tradicional do país, mas cada vez mais estará se afastando daquilo que atletas profissionais, amadores e portadores de necessidades especiais consideram como adequado. O Ministério Público de São Paulo precisa agir!
Fonte:http://vivoparacorrer.blogspot.com.br/2013/01/morte-na-sao-silvestre.html
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