Alunos com diagnostico de autismo podem e devem ser inseridos em aulas regulares. Por sua vez, as escolas precisam estar preparadas para atender essa demanda que cresce a cada dia, uma vez que a população tem tomado consciência de seus direitos. Esse é o caso da Escola Municipal Reverendo Deiró Felício de Andrade, em Barueri (SP), onde estuda Felipe Barbosa Martins, que tem atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor (ADNP), com aspecto associado. Na unidade, Felipe é assistido pelas pedagogas Camila de Castro e Janaina Massagardi.
Mundo da Inclusão: Desde quando Felipe estuda nesta escola, e em que série está atualmente? Ele está na série correspondente á sua idade ou há atraso?
Camila de Castro e Janaina Massagardi: O aluno frequenta esta unidade escolar desde 2010, quando ele havia completado 13 anos de idade e passou a frequentar o 5º ano do ensino regular de nove anos. Atualmente Felipe está matriculado e frequenta normalmente 0 7º ano do ensino fundamental com 14 anos, não necessitou de adequação de série até o momento, mas está defasado em três anos.
MI e JM: Quantos alunos com deficiência estão matriculados nesta unidade?
CC e JM: Hoje estamos com 15 alunos matriculados, todos com respectivos diagnósticos.
MI: Quais as atividades que a escola desenvolve na questão da promoção da inclusão do aluno com deficiência, tanto física quanto intelectual?
CC e JM: A equipe de gestão escolar trabalha com professores e funcionários mostrando a todos os alunos a normalidade e especificidade de cada individuo, levando-os a respeitar as diferenças de cada um, bem como suas necessidades, afinal somos todos diferentes uns dos outros e também temos nossas particularidades auxiliam nesse trabalho, pois os alunos com a deficiência são recebidos de maneira natural.
MI: A estrutura física das dependências da escola é adaptada aos alunos com deficiência?
CC e JM: Procuramos realizar as adaptações necessárias e funcionais para os nossos alunos bem como para os alunos novos, desde banheiros, materiais diversos como torneiras e bebedouros além, é claro, das atividades adaptativas.
MI: Felipe participa de todas as aulas pertencentes a grade curricular referente á sua série?
CC e JM: Sim, o aluno participa ativamente de todas as aulas, os professores são afetuosos e interessados em ajudar o aluno no processo de aprendizagem.
MI: Na escola tem salas de educação especial? No que consiste o trabalho realizado lá?
CC e JM: Na escola temos a sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde as aulas são administradas pela professora especialista. Esse trabalho é voltado para alunos com deficiência intelectual, transtornos funcionais e altas habilidades, tendo ações especificas sobre os mecanismos de aprendizagem e para seu desenvolvimento. É observado e executado na tentativa de estimular sua aprendizagem, respeitando as competências preexistentes no aluno e promovendo sua autonomia intelectual.
MI: O aluno frequenta a sala de aula especial? Quais recursos são aplicados para que seu desempenho escolar seja melhor?
CC e JM: Felipe frequenta as aulas duas vezes na semana, sendo duas horas (50 minutos) cada atendimento. Em um dos atendimentos o trabalho é realizado em grupo e no outro individual. Felipe precisa vivenciar as duas realidades.
(Trecho de Entrevista retirado da Revista Inclusão -Ano 2-nº 29)
