É uma herança dominante relacionada ao cromossomo X e, por isso, está ligada predominantemente ao sexo feminino. Apesar disso, há casos raros em meninos com essa síndrome. A incidência estimada é de 1 em cada 9 a 15 mil meninas nascidas vivas. É muito raro o acontecimento de mais de um caso na família, pois em 99,5% os casos são esporádicos.
Em sua forma clássica, ocorre em meninas que aparentemente nascem sem deficiência alguma ( já se sabe que muitos sinais podem ser observados em bebês ainda muito pequenos),e que, entre os 6 a 18 meses, passam a apresentar um severo comprometimento das funções motoras, com estagnação e regressão do desenvolvimento neurológico que resultam no comprometimento de diversas funções.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA SÍNDROME
-Microcefalia (perímetro cefálico reduzido);
-Desaceleração do crescimento global;
-Comportamentos autísticos passageiros como isolamento ou perda do interesse por brincadeiras;
-Perda motora, deixando de andar e engatinhar;
-Capacidade verbal diminuída, podendo parar de falar;
-Perda do uso propositado das mãos, mantendo movimentos repetidos como o parecido ao de lavá-las. Leva-as frequentemente a boca e bate palmas como forma de estereotipias manuais;
-Pode apresentar autoagressão;
-Apresenta crises convulsivas em 50% dos casos;
-Pode apresentar alterações respiratórias como apneia e perda de fôlego;
-Pode apresentar alterações no sono: insonia e bruxismo(ranger os dentes);
-Pode apresentar constipação intestinal;
-Pode apresenatr cifose e escoliose grave e progressiva, além de diminuição no crescimento e pés e mãos finos.
Esses sintomas surgem entre os 2 e 5 naos de idade.
Muitos casos ainda são inicialmente confundidos com o autismo e o diagnostico deve ser feito por um pediatra ou neurologista assim que forem observados os primeiros sinais da síndrome.
É muito importante para o desenvolvimento da criança com a síndrome de Rett que ela esteja inserida numa equipe multidisciplinar envolvendo fonoaudiólogo, musicoterapeuta e psicopedagogo, além do acompanhamento neurologico, ortopedico, peneumologico, e na adolescencia, ginecológico. E o mais importante para isso ocorra ter um professor Especialista em Educação Inclusiva, para acompanhar e supervisionar e acompanhar os trabalhos desenvolvidos com essa crianças, além do mesmo trazer orientações para o trabalho pedagógico.

