sábado, 1 de setembro de 2012

Síndrome de Rett

É uma herança dominante relacionada ao cromossomo X e, por isso, está ligada predominantemente ao sexo feminino. Apesar disso, há casos raros em meninos com essa síndrome. A incidência estimada é de 1 em cada 9 a 15 mil meninas nascidas vivas. É muito raro o acontecimento de mais de um caso na família, pois em 99,5% os casos são esporádicos.
Em sua forma clássica, ocorre em meninas que aparentemente nascem sem deficiência alguma ( já se sabe que muitos sinais podem ser observados em bebês ainda muito pequenos),e que, entre os 6 a 18 meses, passam a apresentar um severo comprometimento das funções motoras, com estagnação e regressão do desenvolvimento neurológico que resultam no comprometimento de diversas funções.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA SÍNDROME
-Microcefalia (perímetro cefálico reduzido);
-Desaceleração do crescimento global;
-Comportamentos autísticos passageiros como isolamento ou perda do interesse por brincadeiras;
-Perda motora, deixando de andar e engatinhar;
-Capacidade verbal diminuída, podendo parar de falar;
-Perda do uso propositado das mãos, mantendo movimentos repetidos como o parecido ao de lavá-las. Leva-as frequentemente a boca e bate palmas como forma de estereotipias manuais;
-Pode apresentar autoagressão;
-Apresenta crises convulsivas em 50% dos casos;
-Pode apresentar alterações respiratórias como apneia e perda de fôlego;
-Pode apresentar alterações no sono: insonia e bruxismo(ranger os dentes);
-Pode apresentar constipação intestinal;
-Pode apresenatr cifose e escoliose grave e progressiva, além de diminuição no crescimento e pés e mãos finos.
Esses sintomas surgem entre os 2 e 5 naos de idade. 
Muitos casos ainda são inicialmente confundidos com o autismo e o diagnostico deve ser feito por um pediatra ou neurologista assim que forem observados os primeiros sinais da síndrome.
É muito importante para o desenvolvimento da criança com a síndrome de Rett que ela esteja inserida numa equipe multidisciplinar envolvendo fonoaudiólogo, musicoterapeuta e psicopedagogo, além do acompanhamento neurologico, ortopedico, peneumologico, e na adolescencia, ginecológico. E o mais importante para isso ocorra ter um professor Especialista em Educação Inclusiva, para acompanhar e supervisionar e acompanhar os trabalhos desenvolvidos com essa  crianças, além do mesmo trazer orientações para o trabalho pedagógico. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Aquisição de Linguagem (Fono na Escola)

É necessário que os educadores se informem sobre os principais distúrbios fonoaudiológicos que os alunos apresentam até completarem os 10 anos de idade, quando geralmente concluem o Ensino Fundamental I. Compreender as teorias de aquisição da linguagem, os possíveis exames, o tratamento e quais as contribuições que a escola poderá ter para um melhor desenvolvimento do aluno pode mudar a postura dos educadores e o entendimento em relação a algumas alterações fonoaudiologias frequentes nesta faixa etária. É importante  ressaltar, porém, que os professores não  irão desenvolver o papel de fonoaudiólogos do aluno. Este trabalho deverá ser realizado fora da escola por um profissional qualificado. Mas por que alunos falam muito bem e outros apresentam tantas dificuldades?
A comunicação é a capacidade humana de transmissão de informação e o homem realiza essa tarefa por meio de diferentes sistemas. O mais usado é a linguagem, um conjunto de regras e princípios criado pelos seres humanos, para relacionar o som ao significado. Existem muitos teóricos que se empenham em explicar como funciona a aquisição de linguagem pelas crianças, ou ainda, como algumas delas apresentam dificuldades na linguagem, e outras ( ás vezes na mesma família) se expressam tão bem. Um dos teóricos que a define como sendo um sistema autônomo da capacidade cognitiva inata do ser humano é Chomsky. Para ele, já nascemos com a linguagem, sendo preciso somente um dispositivo para que essa capacidade seja acionada.
Apesar de esse sistema apresentar regras gramaticais e ser bastante complexo, é adquirido pela maioria das crianças durante os anos pré-escolares, ou seja, é esperado que a criança esteja com uma fala inteligível até os 5 anos de idade. Chomsky também explicou como as crianças desenvolvem a linguagem diferentemente, de acordo com os países em que nascem. Para o teórico, todos os seres humanos possuem um dispositivo que ele chamou de Gramatica Universal (GU). Essa gramática consiste em subsistemas interagentes de princípios e regras que são comuns a linguagem em geral. Portanto, para o teórico, a criança empregaria os princípios da Gramatica Universal para desenvolver a linguagem especifica á qual está exposta ( aquela que seus cuidadores, pais ou professores falam com ela), e lhe é apresentada pelo meio em que está inserida.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Todos podem aprender

As dificuldades para aprender sempre estiveram presentes no cotidiano escolar. Professores, pais, psicopedagogos, entre outros envolvidos com esse tema, demonstram muitas vezes a sua preocupação por meio da busca por recursos que atendam esta problemática. A dificuldade dos alunos tornou-se o foco de trabalho de diversos profissionais, superando a importância da reflexão sobre as diferentes formas  e estilos de aprendizagem. Considerar possibilidades distintas para aprender, remete-nos a uma pergunta imprescindível: Como os alunos aprendem?
Esse questionamento passou a ser a premissa de trabalho no Espaço Aprender e um grande desafio a ser enfrentado, visto que o entendimento de que cada aluno é um ser único e possui um estilo diferente para aprender é indispensável para a prática de profissionais da área de educação. Verificar as necessidades e, principalmente, as necessidades e, principalmente, as possibilidades de aprendizagem norteia a atuação dos pedagogos e psicopedagogos do Espaço Aprender. De acordo com Vygotsky (2007), é preciso um olhar prospectivo para o aprender; um olhar que associe o desenvolvimento humano em sua totalidade, rompendo com o paradigma de uma escola "puramente cognitiva" que foca no que "falta" no aluno e não em seu potencial.
Nos atendimentos de psicopedagogia e reforço escolar, trabalhamos  com a inquietação de traçar e descobrir o estilo de aprendizagem de cada aluno, para assim melhor entender e orientar o seu processo de busca de conhecimento. Além das técnicas e recursos específicos de cada área, fazemos uso de um roteiro de observação, que permite a coleta de informações relevantes a respeito do estilo de aprendizagem- a forma peculiar, pela qual o aprendiz se aproxima de uma situação de aprendizagem.
O cérebro pode captar e reter informações ou conhecimentos, utilizando formas diversificadas como o ver, o ouvir, o fazer ou o refletir, por isso, a necessidade de se reconhecer os estilos de aprendizagem se faz presente. As dificuldades de aprendizado podem estar, muitas vezes, relacionados ás formas de ensinar e ao desconhecimento sobre os estilos de aprendizagem. A maneira de mediar, os recursos, as estrategias e os métodos utilizados pelos profissionais, em alguns casos, não favorecem a forma como os alunos se apropriam do conhecimento. Descobrir como se aprende pode ser a chave para o sucesso dos alunos e também dos professores em sua tarefa de ensinar. Todos podem aprender, só precisamos descobrir como!
Por Luciana Fernandes Duque(Mestre em Educação-Disturbios do Desenvolvimento; pedagoga; pscicopedagoga clinica) 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sugestões para o Professor (que aluno com deficiência auditiva ou surdez)

É interessante que o professor tenha recursos para auxiliá-lo no contato com o aluno com surdez, tais como:
*Capacitação em Libras, caso essa seja a forma de comunicação do aluno;
*Material concreto e visual que sirva de apoio para garantir a assimilação de conceitos novos;
*Contato com professores que tenham vivenciado situações semelhantes; e
*Orientação de professores itinerantes ou de salas de aulas de recursos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Diagnóstico da Deficiência Auditiva

*Deficiência Auditiva: é quando alguma das estruturas da orelha apresenta uma alteração, ocasionando uma diminuição da capacidade de perceber o som. Geralmente, o aluno com deficiência auditiva se comunica pela fala e apresenta perda auditiva de grau leve a moderado.
*Surdez: tamb´me é ocasionada por alguma alteração nas estruturas da orelha, levando a uma incapacidade em perceber o som. Geralmente, a pessoa com surdez se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e apresenta uma perda auditiva de grau severa ou profunda.