“O CBO- Conselho Brasileiro de Oftalmologia – indica que existem aproximadamente 5.400.000(cinco milhões e quatrocentas mil) pessoas com deficiência visual (pessoas com perda total ou com baixa visão) em nosso país, considerando-se uma população de 191.000.000 (cento noventa milhões) de habitantes” (INGE, 2009)
O diagnostico da deficiência visual é feito por meio de duas medidas: a acuidade visual (o que podemos enxergar a determinada distancia) e o campo visual (a amplitude da área alcançada pela visão).
Os problemas de visão incluem dois grandes grupos: as pessoas com perda total de visão, que precisam fazer uso de recursos como bengala, cão - guia , Braille, entre outros, e as pessoas com visão subnormal ou baixa visão, que é o comportamento da função visual, porém com o uso desse sentido para realizar tarefas. As pessoas com visão baixa, por terem um campo visual mais restritas, precisam de recursos como impressões ampliadas, como lupas, telelupas, etc.
As causas da baixa visão podem ser:
· Congênitas: ocorrem no nascimento e muitas são de origem genética, por exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose, retinite pigmentosa, glaucoma congênito, catarata congênita, etc.
· Adquiridas: ocorrem por doenças adquiridas, como diabetes, deslocamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula ou traumas oculares.
Os alunos com baixa visão requerem atitudes simples, porém cuidadosas para que se adaptarem ao ambiente escola. É importante que os profissionais da escola conheçam as necessidades especificas do estudante, no que se refere à mobilidade, capacidade visual e organização. Cada aluno necessita de uma adaptação especifica; conheça as mais usuais em sala de aula:
1. É muito importante que o aluno com visão subnormal faça um reconhecimento acompanhado de um adulto por todos os ambientes escolares. Dependendo da idade do aluno, essa atividade pode ser feita em partes e gradativamente;
2. Quando houver mudança de mobiliários, disposição dos ambientes escolares e demais obstáculos, o aluno com visão subnormal deve ser avisado e levado para o reconhecimento do novo ambiente;
3. Estimule a visão do aluno com baixa visão e não o poupe como muitas pessoas erroneamente acham que é preciso. Fazendo isso, é possível melhorar o rendimento do resíduo visual que o aluno apresenta;
4. Incentive a autonomia dos alunos com baixa visão e não faça tudo por eles. Essa orientação também deve ser repassada para os alunos que não possuem deficiência;
5. Cada aluno com deficiência visual deve ser avaliado mediante suas necessidades, mas, via de regra, o melhor lugar para o aluno sentar-se é na primeira carteira e distante das janelas, devido ao excesso de luminosidade que pode, na maioria das vezes, comprometer ainda mais seu resíduo visual. Para decidir qual o melhor lugar para o aluno com baixa visão sentar-se, ele deve ser o primeiro a ser consultado.
Recursos ópticos: são receitados por um oftalmologista ou um ortopedista e visam adaptar equipamentos e instrumentos para garantir um melhor aproveitamento do resíduo visual do aluno com baixa visão. São usados para atividades especificas como leituras, reconhecimento de mapas, gráficos, etc. É muito importante que sejam sempre recomendados por um médico especializado e ter consciência de que seu uso reduz o campo da visão, por isso, devem ser usados somente em atividades apropriadas.
Recursos não ópticos:
1. Apoio para leitura: serve como suporte para o livro, para facilitar a leitura e evitar malposicionamento de sua postura.
2. Aumento de contraste: o contraste na lousa pode ser feito com giz branco ou amarelo e no caderno pode ser feito como celofane amarelo, canetas de pontas porosas e lápis 6B
3. Folhas ampliadas e pautas engrossadas.
4. Guia de leitura: para facilitar a leitura, é possível confeccionar um guia de leitura, de acordo com as necessidades do aluno.
Algumas manifestações podem indicar que o aluno apresenta um problema visual. O professor, ao identificá-las, deve conversar com a família e sugerir que esse aluno seja encaminhado a um oftalmologista o mais breve possível.
Alguns exemplos desses indícios são:
1. O aluno apresenta modificações físicas na área dos olhos (pupilas brancas, estrabismo, etc.);
2. Pode apresentar dificuldade de se locomover, levar tombos, tropeções, esbarroes nos batentes das portas mais freqüentes do que o esperado;
3. Pode demonstrar dificuldade em copiar a matéria, ler e desenhar;
4. O aluno pode se apresentar mais tímido, medroso, com medo de se expor, principalmente em brincadeiras ao ar livre;
5. Pode ficar irritadiço;
6. O aluno pode aproxima-se dos livros e cadernos com frequência;
7. Pode franzir a testa para enxergar o que está na lousa, e se mostrar aversivo á luz, ou necessitar de mais luz para realizar suas tarefas;
8. O aluno pode queixar-se de dor de cabeça com frequência, lacrimejamento excessivo ou desinteresse pelo o que ocorre a certa distancia.
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