segunda-feira, 27 de junho de 2016

Criança também fica de Luto

Não é fácil receber a notícia de que o cãozinho, companheiro de farras, não pode mais brincar. Ou saber que a mãe vai deixar de contar histórias. Se para um adulto  é difícil encarar a ausência e as mudanças que a morte impõe, para a criança pode ser ainda mais complicado. Momentos difíceis só são superados com compreensão a acolhimento em casa e na escola. Para receber alguém enlutado em classe e ajudar nessa fase, é preciso saber como os pequenos lidam com a situação. A psicologa Luciana Mazorra afirma que a partir dos 6 meses o bebê adquire a noção de que ele e a mãe são indivíduos distintos: sente apego e percebe a separação. Entre 2 e 5 anos, o sentimento é de que a ausência é temporária e que, portanto, a morte é reversível.
Os dias que sucedem a morte de alguém próximo são difíceis para da criança. Nesse período, não force-a a falar nem a participar de atividade, mas não a deixe sozinha. Diga que você sabe o que aconteceu, perguntando se ela quer falar sobre o assunto com os colegas ou prefere que você faça isso. Nas duas hipóteses, reúna todos em roda e, depois de comunicar o fato, pergunte se alguém já passou pela mesma situação, pois a troca de experiencia conforta e é um incentivo para deixar aflorar os sentimentos. Sugira que todos deem um abraço no colega e o chamem para brincar, mas sem insistir. Ler livros ou ver filmes como O Rei Leão e Bambi, que têm cenas de morte, ajudam a introduzir a conversa. Atividades físicas e artísticas são propostas para extravasar a energia e expressar as emoções. Acima de tudo, o que vai contar mesmo é sua sensibilidade para confortar no processo de superação de luto.

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