sábado, 2 de fevereiro de 2013

Manhã Viva - Distonia: Jovem é exemplo de fé e superação da doença - 06/04/11

Escola Inclusiva-1

ESCOLA DOS DIFERENTES OU ESCOLA DAS DIFERENÇAS?

A educação inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas idéias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.
Nas escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! 
A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas.
Como garantir o direito à diferença nas escolas que ainda entendem que as diferenças estão apenas em alguns alunos, naqueles que são negativamente compreendidos e diagnosticados como problemas, doentes, indesejáveis e a maioria sem volta?
O questionamento constante dos processos de diferenciação entre escolas e alunos, que decorre da oposição entre a identidade normal de alguns e especial de outros, é uma das garantias permanentes do direito à diferença. Os alvos desse questionamento devem recair diretamente sobre as práticas de ensino que as escolas adotam e que servem para excluir.
Os encaminhamentos dos alunos às classes e escolas especiais, os currículos adaptados, o ensino diferenciado, a terminalidade específica dos níveis de ensino e outras soluções precisam ser indagados em suas razões de adoção, interrogados em seus benefícios,discutidos em seus fins, e eliminados por completo e com urgência. São essas medidas excludentes que criam a necessidade de existirem escolas para atender aos alunos que se igualam por uma falsa normalidade - as escolas comuns - e que instituem as escolas para os alunos que não cabem nesse grupo - as escolas especiais. Ambas são escolas dos diferentes, que não se alinham aos propósitos de uma escola para todos.
Quando entendemos esses processos de diferenciação pela deficiência ou por outras características que elegemos para excluir, percebemos as discrepâncias que nos faziam defender as escolas dos diferentes como solução privilegiada para atender às necessidades dos alunos. Acordamos, então, para o sentido includente das escolas das diferenças.
Essas escolas reúnem, em seus espaços educacionais, os alunos tais quais eles são: únicos, singulares, mutantes, compreendendo-os como pessoas que diferem umas das outras, que não conseguimos conter em conjuntos definidos por um único atributo, o qual elegemos para diferenciá-las. 

Deficiencia Física


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Relação Professor Aluno



Saudoso educador Paulo Freire certa vez proferiu que “não há educação sem amor”. Sabiamente ele foi ao âmago de tudo, pois educar sem amor pode resultar em um mero ganha pão, em um simples contar de hora-aula ou em uma assinatura de folha de ponto apenas. É mister que viver de verdade exige vontade, alegria, doação,ou seja, exige paixão. E vou além aproveitando o poema do diplomata Francisco Otaviano de Almeida Rosa que diz que “quem passou pela vida em brancas nuvens, (...) passou pela vida e não viveu”. Acredito que mais que a própria razão, a condição de amar é que nos torna especiais dentre os seres que habitam a terra. E na hora de transmitir nossos conhecimentos aos outros homens é importante fazer valer isto que há de belo dentro de nós, sempre transmitindo conhecimentos com afeto. Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1630782-valor-afeto-na-rela%C3%A7%C3%A3o-professor/#ixzz2JgBE8lMh

Racismo: "Diga Não"

domingo, 27 de janeiro de 2013

Raphael Nishimura


Raphael Nishimura é portador de uma deficiência rara, a distonia muscular. Mas isso não é motivo de desânimo para o jovem de 30 anos. O problema do atleta requer exercício físico e grande gasto de energia, e o jeito de solucionar isso foi praticar a escalada. Desde que descobriu a atividade, Raphael não larga mais a academia e os treinos.
- Para movimentar um músculo do corpo, o cérebro precisa mandar impulsos elétricos. No caso da distonia, ao invés de mandar um impulso elétrico para movimentar o corpo, ele manda de 100 a dez mil impulsos a mais. A escalada dá uma relaxada nisso tudo - explica o escalador.
O jovem trabalha em uma empresa de tecnologia e descobriu há cinco anos que a escalada poderia aliviar o problema muscular. E o auxílio, para ele, é essencial. Mesmo treinando em um nível considerado avançado, sempre conta com a ajuda do melhor amigo, o que garante sua segurança durante as subidas.
- É um cara muito para cima, sempre alegre. Comecei o esporte por causa dele - agradece.
Nos finais de semana, os amigos sempre procuram lugares para melhorar a técnica. Um deles é a Pedra Bela, a 50 km de Bragança Paulista, interior do estado de São Paulo. Como se trata de uma rocha, Raphael encontra dificuldades principalmente na mobilidade das pernas.
- Quando estou escalando, a maior dificuldade é tentar controlar a ansiedade e o medo. Na primeira vez que você faz, o coração dispara. Não dá para descrever a sensação. A liberdade, a natureza... Isso que motiva a gente a escalar. São poucas pessoas que vão ter uma vista igual à sua aqui em cima - comenta Raphael.
Raphael participou de um mundial de paratletas em Paris, na França. Foi vice-campeão no Paraclimb. Porém, o principal objetivo do escalador não era vencer, e sim divulgar o esporte como forma de superação.
- A ideia é divulgar não só a escalada, mas também a paraescalada. A rocha não vai se adaptar ao deficiente físico. Ele tem que encontrar seu próprio ponto de escalada para subir os paredões. Estamos tentando encontrar algum deficiente que encare o desafio de escalar com a gente. Mas, por enquanto, eu sou o único - completa.

Fonte: Globo Esporte.