sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes- 21 de setembro


A matéria abaixo foi extraída do site Rede Saci.
Vítimas diárias do descaso, do preconceito e da discriminção, os portadores de deficiência comemoram no dia 21 de setembro, desde 1982, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
Este dia tem como um de seus principais objetivos mostrar a importância da luta de todos os portadores de deficiência, seja física, mental ou sensorial (cegos e surdos-mudos).
Os direitos reivindicados pelos portadores de deficiência não deixam de ser simples: ir e vir pelas ruas das cidades, frequentar lugares públicos sem a obrigação de entrar pela porta dos fundos, ou assistir a espetáculos na última fileira, por não haver espaço acessível a uma cadeira de rodas.
Seriam reivindicações simples se houvesse, por parte das empresas e do poder público, uma atenção especial ao que é indispensável para que os deficientes possam viver mais dignamente.
O preconceito e a discriminação devem ser combatidos ininterruptamente. Quem discrimina ignora que as deficiências apontadas nos demais são, em outra escala e em outra dimensão, as mesmas que carregamos conosco. Se não possuímos alguma deficiência “física”, certamente temos outras deficiências – de caráter, morais, éticas ou semelhantes – que nos tornam também deficientes.
Quem discrimina se coloca, equivocadamente, em um plano superior às outras pessoas, desconhecendo, ou fingindo desconhecer, que todos somos mais ou menos aptos a exercer alguma função ou atividade.
Os deficientes físicos, portanto, se têm, por exemplo, sua capacidade motora prejudicada, não perdem a capacidade mental, de raciocínio e inteligência.
A crise econômica e os altíssimos índices de desemprego vividos pelo Brasil têm contribuído significativamente para que as instituições destinadas a garantir os direitos se sintam impossibilitadas de agir. E agir, fundamentalmente, para garantir o cumprimento das leis que facilitariam o convívio das pessoas portadoras de deficiências e sua inclusão na sociedade.
Uma inclusão reivindicada em todas as áreas: educação, saúde, transporte, mercado de trabalho, seguridade social, etc.
Alguns pontos listados por entidades e movimentos devem ser destacados: maior investimento na área de prevenção de doenças ou condições de saúde que causem deficiências, sendo enfatizado o combate à desnutrição e aos acidentes de trânsito e do trabalho; promoção de campanhas de esclarecimento em instituições de ensino, empresas e comunidades sobre a importância da doação de órgãos; incentivo à pesquisa sobre tratamentos e equipamentos para uso dos portadores de deficiência.
Na educação, podem ser citadas a proposta de oferta, obrigatória e gratuita, de educação especial, em estabelecimentos públicos de ensino, sendo garantido, nos orçamentos (da União, Estados e municípios) um percentual mínimo destinado à educação especial.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Formar para Incluir

A história e os propósitos do Seli, um instituto dedicado á capacitação e cultura de pessoas com deficiência auditiva 

O Instituto Seli ( Surdez, Educação, Linguagem, Inclusão) nasceu de uma iniciativa da fonoaudióloga Sibeli Moannack Traldi e da pedagoga Priscila Gaspar que tem deficiência auditiva, em 2002, após perceberem que algo estava faltando na educação de crianças com essa deficiência.
" Eu recebia, clinicamente, crianças com deficiência auditiva que vinham tratar, na maioria das vezes, de problemas escolares, além de problemas de fala. E aí eu percebi que não era por falta de inteligencia que elas não iam bem, mas pela questão de como estavam sendo ensinadas. Ou seja,  a metodologia não era adequada, porque elas tinham condição cognitiva de aprender" explica Sibeli, gestora do instituto.
O Seli começou como um colégio com enfoque bilíngue. Sibele conta que no inicio as atividades, a maior dificuldade foi encontrar profissionais com deficiência auditiva e ouvintes que fossem qualificados em Libras.
"Com o tempo, essa realidade mudou. Hoje já conseguimos escolher professores com pós-graduação. São exigências que já podemos fazer."
Os "Cinco Cs": o instituto conta com os chamados "Cinco Cs", ou seja, COLÉGIO, CLINICA, CAPACITAÇÃO, CURSOS E CULTURAL.
O colégio vai da Educação Infantil até o Ensino Médio. Os alunos são, em sua maioria, de famílias de baixa renda e possuem bolsas parciais.
A capacitação é voltada para os alunos com mais de 16 anos que frequentam o colégio de manhã e realizam capacitação no período tarde. Os alunos trabalham com registro em carteira, recebem um salário, frequentam cursos do Senai e um curso de português. Essa iniciativa, além de trazer conhecimento e independência, eleva a autoestima, garante Sibeli.
A parte da capacitação é voltada somente aos alunos. O instituto também capacita empresas que contratam funcionários com deficiência auditiva por meio de palestras e cursos de libras.
O Seli oferece também curso de Libras em quatro módulos (básico, intermediário, avançado e aprofundado), aperfeiçoamento profissional e a pós-graduação em Libras e Educação para Surdos.
A parte cultural envolve festas, simpósios e outros eventos, como a exibição de filmes e peças teatrais que tratam de deficiência auditiva.