quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Formar para Incluir

A história e os propósitos do Seli, um instituto dedicado á capacitação e cultura de pessoas com deficiência auditiva 

O Instituto Seli ( Surdez, Educação, Linguagem, Inclusão) nasceu de uma iniciativa da fonoaudióloga Sibeli Moannack Traldi e da pedagoga Priscila Gaspar que tem deficiência auditiva, em 2002, após perceberem que algo estava faltando na educação de crianças com essa deficiência.
" Eu recebia, clinicamente, crianças com deficiência auditiva que vinham tratar, na maioria das vezes, de problemas escolares, além de problemas de fala. E aí eu percebi que não era por falta de inteligencia que elas não iam bem, mas pela questão de como estavam sendo ensinadas. Ou seja,  a metodologia não era adequada, porque elas tinham condição cognitiva de aprender" explica Sibeli, gestora do instituto.
O Seli começou como um colégio com enfoque bilíngue. Sibele conta que no inicio as atividades, a maior dificuldade foi encontrar profissionais com deficiência auditiva e ouvintes que fossem qualificados em Libras.
"Com o tempo, essa realidade mudou. Hoje já conseguimos escolher professores com pós-graduação. São exigências que já podemos fazer."
Os "Cinco Cs": o instituto conta com os chamados "Cinco Cs", ou seja, COLÉGIO, CLINICA, CAPACITAÇÃO, CURSOS E CULTURAL.
O colégio vai da Educação Infantil até o Ensino Médio. Os alunos são, em sua maioria, de famílias de baixa renda e possuem bolsas parciais.
A capacitação é voltada para os alunos com mais de 16 anos que frequentam o colégio de manhã e realizam capacitação no período tarde. Os alunos trabalham com registro em carteira, recebem um salário, frequentam cursos do Senai e um curso de português. Essa iniciativa, além de trazer conhecimento e independência, eleva a autoestima, garante Sibeli.
A parte da capacitação é voltada somente aos alunos. O instituto também capacita empresas que contratam funcionários com deficiência auditiva por meio de palestras e cursos de libras.
O Seli oferece também curso de Libras em quatro módulos (básico, intermediário, avançado e aprofundado), aperfeiçoamento profissional e a pós-graduação em Libras e Educação para Surdos.
A parte cultural envolve festas, simpósios e outros eventos, como a exibição de filmes e peças teatrais que tratam de deficiência auditiva.

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